F1 – GP dos EUA: Antevisão

18ª ronda do campeonato do mundo de F1. O grande circo instala-se agora no continente americano e começa o seu périplo por terras do Tio Sam. Os Estados Unidos recebem a F1 no Texas desde 2012 mas a história do GP dos Estados Unidos é bem mais antiga, e conta com circuitos míticos como Sebring, Watkins Glen, Phoenix e Indianápolis.

 

Conhecido por Circuito das Américas – em inglês Circuit of The Americas (COTA) – foi construído na cidade de Austin, Texas, pelas mãos do já conhecido Hermann Tilke. Apesar de ter sido pensado inicialmente só para a Formula 1, o seu design equilibrado para provas tanto de sprint como de resistência, permitiram a outras categorias realizarem as suas etapas: World Endurance Championship, MotoGP, American Le Man Series, Tudor United Sportscar Championship, Australian V8 Supercar Series e Rolex Sportscar Series.

 

Tem 20 curvas de média-alta velocidade bastante abertas, que propiciam diferentes linhas de trajectória, ideais para pilotos mais atrevidos. Possui também algumas elevações de terreno na ordem dos 40 metros, que são do agrado tanto dos pilotos como dos espectadores. Em termos de escapatórias, é algo penalizadora para os erros dos pilotos, devido às suas zonas relvadas.

Foto: Action Images / Hoch Zwei Livepic
Foto: Action Images / Hoch Zwei Livepic

Este circuito é realizado no sentido contrário aos ponteiros do relógio (tal como Marina Bay, Yas Marina ou Interlagos) e tem mais curvas realizadas para o lado esquerdo do que para o direito. Por norma os pilotos estão mais habituados a suportar as forças G laterais no sentido dos ponteiros do relógio, havendo uma maior requisição do lado direito do corpo, já habituado aos restantes GPs do calendário. Desta forma, é provável haver um maior desgaste na corrida de domingo, principalmente ao nível do pescoço.

 

Numa fase de redefinição da F1, em que os novos donos querem trazer mais corridas para os States, a presença do COTA é fundamental. É das poucas pistas recentes que apreciamos verdadeiramente (opinião partilhada por equipas e pilotos) e quando se falou da possibilidade de não haver GP em Austin devido a falhas nos pagamentos dos promotores do circuito, todos recearam que uma das melhores pistas saísse do calendário, algo que agora já não parece tão assustador até pela vontade da Liberty Media em ter mais provas em solo americano.

 

Pontos de Interesse:

Hamilton vs Rosberg – A luta do costume é novamente o centro das atenções. A Mercedes, tal como no ano passado, chega a Austin já com o título de construtores no bolso e agora o foco está totalmente no campeonato de pilotos. Rosberg está numa forma fantástica… tem sido rápido, consistente, o azar não o atormenta e tem do outro lado um Hamilton algo desestabilizado pela sua situação no campeonato e pelos atritos que tem feito questão de granjear. A novela com os media continua actual, com Hamilton a ser novamente convocado para a conferencia de imprensa, depois do bate boca no fim de semana de Suzuka em que o piloto preferiu brincar no snapchat em vez ter respeitar o trabalho dos jornalistas. Em pista o britânico tem acumulado fracas largadas o que tem beneficiado invariavelmente Rosberg, o que significa que a pole no sábado não garante a vitória no domingo. Rosberg parece lançado para o seu primeiro titulo e só um Hamilton implacável em Austin poderá fazer estremecer a confiança do germânico. A pista é a indicada pois Lewis tem sido feliz em Austin… será que a nova cara do Call of Duty reanima a guerra pelo título?

Ferrari contra Ferrari e Red Bull – A  crise na Scuderia continua também a ser motivo de falatório. O lugar de Arrivabene está em risco e a sua substituição continua a ser falada nos media. O último rumor aponta que o italiano pode ser subistuido por Boulier que viu a sua posição ficar fragilizada depois de entrada de Capito. Mas o nome mais falado é mesmo Mattia Binotto responsável técnico da equipa. Arrivabene não tem conseguido em 2016 continuar com a boa fase que a equipa viveu em 2015. Tem sido vitima das circunstâncias pois o elo chave para a recuperação da equipa já não pertence mais à Ferrari. Sem James Allison  a Scuderia ficou órfã do líder da parte técnica e Arrivabene ainda não encontrou substituto à altura… simplesmente porque esse substituito não existe ou tem vinculo contratual com outra equipa. O futuro da Ferrari parece ser sombrio nesta altura e a Red Bull tem tudo para tirar partido disso. Os Bulls deram um pontapé na crise, são segundos no campeonato e tem um excelente carro, cujo motor não é o ideal mas que vai dando para as despesas. Ao nível dos pilotos Raikkonene tem cumprido e Vettel tem comprometido enquanto que Ricciardo e Verstappen têm brilhado. Em Austin a luta será renhida mas para nós os Bull´s são favoritos.

 

Williams vs Force India a animar o meio do pelotão – São tempos agitados nas equipas que lutam pelo 4º lugar. A Force India soube que vai perder Hulkenberg no final do ano para a Renault e a Williams está ainda a ponderar o line-up para 2017 com a mais que provável entrada de Stroll e a ainda dúvida sobre Bottas. Pat Symonds mostrou-se muito entusiasmado com o chassis de 2017 e afirmou que os ganhos em aerodinâmica são grandes (também o era para este ano e está a ser o que se vê). Tudo a pensar no futuro mas o presente é agora e agora a Force está numa posição priviliegiada. O chassis mais equilibrado permitirá tirar melhor partido do motor Mercedes mas os Williams e estarão por perto. Mais uma luta renhida que achamos irá pender para a Force. McLaren ainda recupera da desilusão de Suzuka numa semana em que Ron Dennis foi dado como carta fora do baralho para o futuro embora isso tenha sido desmentido pela equipa. O trabalho no novo carro e motor está bem adiantado e a Honda já testa o novo “moinho”, algo que nos anos anteriores não aconteceu tão cedo. Mas não esperamos muito da McLaren no traçado americano, tal como da Toro Rosso que com a falta de potência de motor não terá argumentos para aguentar a concorrência nas grandes rectas do traçado. Quanto à Haas, a jogar em casa, tentará pelo menos ficar no top 10, algo que já esteve perto de conseguir inúmeras vezes mas que não têm conseguido.

No final da tabela o único ponto de interesse é mesmo a luta entre Ocon e  Wehrlein – A Sauber não dificilmente  fará mais algum ponto, a Renault está claramente a pensar em 2017 e com as movimentações de mercado Palmer e Magnussen parecem estar de saída o que não ajuda na motivação. Como tal resta o confronto entre os dois jovens, ambos com muito valor e que poderão dar boas lutas no futuro.

 

Dados estatísticos

Comprimento:  5.513km

Voltas:  56

Distância de corrida: 308.728km

Volta record em corrida: 1:39:347 (Sebastian Vettel, 2012)

Volta record: 1’35.657 (Sebastian Vettel, 2012)

Passagens de caixa por volta: 54

Nível aerodinâmico: Médio

Pneus: Médios, mácios e Super Macios

Horários:

 

Traçado da pista:

Onboard da pista:

No ano passado foi assim:

 

 

Fábio Mendes

 

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