MotoGP – Michelin Australian Grand Prix (Resumo da prova)

O circuito de Phillip Island recebeu o Grande Prémio da Austrália de motociclismo.

Com o título no bolso, Marc Márquez (#93) assinou a pole position numa qualificação atípica. As condições atmosféricas não eram as ideais e vários pilotos importantes tiveram muitas dificuldades.
Ao lado de Márquez na primeira fila ficou Cal Crutchlow (#35), num excelente 2º lugar e Pol Espargaró (#44), em 3º na Yamaha da Tech 3. Aleix Espargaró (#41), o herói local, Jack Miller (#43), que regressou recentemente à competição depois de lesão, e Danilo Petrucci (#9) ficaram na segunda linha.
A chuva e a melhoria da pista na Q1 atrapalhou o trabalho de alguns pilotos. Maverick Viñales (#25) e, mais surpreendentemente, Valentino Rossi (#46), ficaram eliminados na Q1 e partiram de 13º e 15º, respetivamente. Jorge Lorenzo (#99) não fez muito melhor e arrancou do 12º lugar.
Nicky Hayden (#69) fez um novo regresso pontual ao MotoGP e regressou à equipa oficial da Honda, oito anos depois, para substituir Dani Pedrosa, ainda a recuperar de lesão. Hayden qualificou-se bem, no 7º lugar.

Na partida, Pol Espargaró passou de 3º para 1º, com Márquez a cair para 2º. Petrucci subiu para 3º e Crutchlow caiu de 2º para 5º.
Na curva Honda, Márquez foi para o interior de Espargaró e recuperou a liderança e, em Lukey Heights, Aleix Espargaró mergulhou no interior de Petrucci e foi para o 3º lugar. Crutchlow aproveitou para passar Petrucci e foi até ao 4º posto, deixando depois Aleix para trás já na segunda volta. Crutchlow compensava o mau arranque de corrida e passava para 3º.

Márquez desapareceu na liderança, somando voltas rápidas, alargando uma vantagem superior a dois segundos sobre Pol Espargaró, que tinha Crutchlow e o seu irmão Aleix a pressioná-lo. Na volta 3, Crutchlow passou Pol por dentro na última curva, este respondeu mas Aleix conseguiu aproveitar o cone de aspiração e ultrapassou ambos a caminho da curva 1, chegando ao 2º lugar.

Valentino Rossi estava literalmente ao ataque, e veio de 15º para 6º em apenas cinco voltas. Jorge Lorenzo também vinha a recupera bem, mas não ao mesmo ritmo de Rossi, estando em 8º, um lugar atrás de Maverick Viñales, outro piloto a recuperar lugares.

Crutchlow tinha passado Aleix Espargaró na volta 6 em Lukey Heights para o 2º lugar e Pol Espargaró começava a cair lugares, rapidamente ficando em 6º, atrás de Andrea Dovizioso (#4), que era 5º e que tinha ficado atrás de Rossi, que já estava no 4º lugar e, nesta fase, era o piloto mais rápido em pista.

Rossi continuava a sua cavalgada e passava Aleix Espargaró para o 3 lugar, na volta 9. Foi precisamente nessa volta que, inesperadamente, Marc Márquez sofreu um “lowside” na curva Honda e caiu, destruindo a sua Honda. Márquez não se magoou, mas o campeão do mundo nesta temporada ficava fora da corrida, e isto deixava Cal Crutchlow na frente da corrida. O britânico sentia agora a pressão de Rossi, que estava cada vez mais perto.

Crutchlow conseguiu responder à altura do desafio de Rossi e marcou voltas em 1 minuto e 29 segundos para alargar a diferença para mais de quatro segundos, e um erro de Rossi na curva Honda permitiu a Crutchlow alargar a margem para seis segundos.

Rossi tinha um grupo perseguidor mais perto, e era composto por Andrea Dovizioso, que passou Aleix Espargaró para o 3º lugar, e Maverick Viñales, agora em 5º e cada vez mais ameaçador. Espargaró respondeu a Dovizioso de forma espetacular, fazendo uma ultrapassagem por fora em Lukey Heights na volta 19, mas em reta, a Ducati era mais forte e “Dovi” foi de novo para 3º, mas as ultrapassagens continuaram na volta seguinte, na curva Honda, quando Espargaró travou muito tarde para voltar ao 3º lugar.

A batalha entre a Ducati e as Suzuki oficiais era muito interessante. Em curva, as Suzuki era mais fortes, mas em reta a Ducati era um foguete.
Viñales decidiu que era a hora de atacar e passou Dovizioso a seis voltas do fim, aproveitando o balanço para passar Espargaró em reta, mas depois alargou na curva 1 e perdeu a posição mas, na curva Honda, Espargaró perdeu a frente e acabou uma bela corrida no chão.

Cal Crutchlow venceu pela segunda vez nesta temporada. Foi uma vitória muito popular. O piloto britânico continua em estado de graça e voltou a mostrar que é, neste momento, um dos melhores pilotos no campeonato, e está a fazer uma segunda metade de temporada realmente inspirada, em claro contraste com a primeira.

Resultados finais, aqui.

Valentino Rossi terminou uma grande corrida no 2º lugar, depois de arrancar do 15º posto, e Maverick Viñales, o seu futuro colega de equipa na Yamaha, também esteve inspirado e, após ter arrancado do 13º lugar, terminou no 3º posto.

Andrea Dovizioso acabou em 4º, também ele a recuperar bem do 9º lugar, Pol Espargaró foi 5º, Jorge Lorenzo recuperou até ao 6º lugar, mas perde pontos para Rossi na luta pelo vice-campeonato, Scott Redding (#45) foi 7º, Bradley Smith (#38) foi 8º, Danilo Petrucci foi 9º e Jack Miller fechou os 10 primeiros.

Thomas Lüthi (#12) (Kalex) venceu em Moto2 e mantém-se na corrida pelo título. Miguel Oliveira (#44) anunciou que não competiria em Phillip Island e Sepang, tendo o seu regresso marcado para a última corrida, em Valência.
Em Moto3, Brad Binder (#41) voltou a vencer.

A próxima corrida está marcada para Sepang, na Malásia.

Jorge Covas

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