F1 – Crazy silly season

Com o aproximar do fim da temporada na F1, todos os dias lemos novas noticias sobre as possibilidades de troca de pilotos nas equipas do paddock. Até aí nada de novo, no entanto apenas as equipas do meio da tabela é que têm ainda os lugares por definir.

Equipas como Mercedes, Ferrari, Red Bull e até a McLaren (que troca um piloto de fábrica por outro), à muito que fecharam as portas a possíveis mudanças nos seus line up. Em 2017, Hamilton terá que levar com Rosberg; Ricciardo tem que abrir os olhos em relação a Max Verstappen e Räikkönen e Vettel serão  homens do Cavallino Rampante, com Arrivebene ou não, isso logo se vê.

O mesmo não acontece com as restantes equipas, com a excepção da Toro Rosso, que não prescinde de Carlitos Sainz e dos rublos de Daniil Kvyat, mas até na STR a escolha dos pilotos tem sido analisada ao microscópio. O jovem piloto da Red Bull Junior Team, Pierre Gasly foi dado como quase certo no monolugar da Scuderia Toro Rosso substituindo o russo Kvyat. Durante a semana passada foi anunciada a continuidade do piloto e Gasly, actualmente segundo no GP2 a discutir o título da classe, viu-se sem possibilidade de entrar no Grande Circo pela porta da Red Bull. Nós conhecemos pelo menos um piloto que passou pelo mesmo e que é português… António Félix da Costa. O miúdo francês já deu uma entrevista em que afirma que vai procurar quem o queira, já que não entende a decisão de Helmut Marko e companhia. Pierre Gasly tem 20 anos e tendo em conta os novos parâmetros da F1, possivelmente já é velho demais para a chamada classe rainha do desporto motorizado.

Ainda não acabou… falta falar da questão Renault/Force India/Williams. Os franceses que regressaram este ano como equipa construtora, querem despachar Kevin Magnussen e Jolyon Palmer, que deram o litro durante o ano com um chassis que é uma miséria. Nunca ninguém disse que a F1 é justa (Magnussen deve estar habituado a isso) e se não saírem os dois, pelo menos um deles salta fora do projecto. Qual deles? Com a contractação de Nico Hulkenberg à Force India e pela preferência de estratégia durante a corrida nas últimas provas em Magnussen, parece ser o britânico que fica sem lugar. Mas sabe-se que os franceses tentaram desviar Valtteri Bottas da Williams, por isso o lugar de Magnussen pode ainda não estar completamente seguro.

A Williams acionou a cláusula de opção por mais ano do finlandês e Bottas fica seguro na equipa britânica, mas falta encontrar o piloto que fará parceria com ele. Um tal de Lance Stroll, canadiano e que pelo já vimos não é nenhum tosco com o volante na mão, parece ser o substituto natural de  Felipe Massa. Já lemos e ouvimos outros nomes, como Felipe Nasr, mas parece-nos pouco credível. Aliás, o nome de Nasr aparece também como potencial piloto de 2017 da Force India e da sua actual equipa, a Sauber. Pelos vistos, o patrocínio do Banco do Brasil não é tão forte como este ano e juntando a um ano mais fraco de Nasr, a sua permanência na F1 pode até estar em risco, levantando nova questão de quem o poderia substituir. Não vamos por aí, porque senão tínhamos tema para mais um mês.

foto: Manor Racing
foto: Manor Racing

Na Force India, já foi dado quase como certo a vinda de Pascal Wehrlein, mas entretanto surgiram outros rumores. A Mercedes ficava a ganhar com a ida do alemão, que pertence aos seus quadros, mas Sérgio Pérez, e até elementos da equipa indiana, parece preferir alguém com mais experiência. Aqui a questão é, quem? Com experiência em F1 para a Force India e que esteja mais ou menos livre, apenas Nasr e Ericsson. Têm mais experiência, mas terão mais qualidade que Wehrlein ou até mesmo Ocon? Sim, porque Esteban Ocon, que é piloto Renault, mas quem se encarrega da sua carreira é a Mercedes (complicado?) pode rumar a outras paragens que não a Manor, mas apenas tem meia época de F1 e isso pode pesar, para já, nas escolhas das equipas. Uma coisa parece certa, não será Esteban Gutierrez quem conduzirá um Force India em 2017!

Porquê? Para já, porque o mexicano ainda pode ter a hipótese de continuar no projecto de Gene Haas no próximo ano, mas mesmo que isso não aconteça, Gutierrez é piloto da Ferrari e a Force India é cliente da Mercedes. No entanto, se Gutierrez não aguentar o lugar na Haas, podemos assistir ao regresso de Jean-Éric Vergne. O francês é piloto de reserva da Ferrari e compete na Fórmula E, mas pode rumar à F1 se Gutierrez sair da Haas. Isto tudo é hipotético, mas a realidade no Grande Circo é esta: tudo muda de um dia para o outro.

Estas são as possíveis mudanças na segunda silly season do ano, e talvez por ser a época com mais corridas de sempre, surgiu tarde. Um último pensamento, para ficar ao leitor como um desafio mental: no final da época de 2017 terminam os contratos de Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e pelo menos, de Valtteri Bottas. Como será a silly season de 2017? Recheada de notícias e contra notícias pelo menos.

Pedro Mendes

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.