F1 – Formula 1 Gran Premio de México 2016: Hamilton pressiona Rosberg

 

A Fórmula 1 voltou pelo segundo ano consecutivo ao Autódromo Hermanos Rodríguez para o Grande Prémio do México.

Nico Rosberg (#6) chegou ao México com 26 pontos de vantagem para Lewis Hamilton (#44) e tinha uma oportunidade, ainda que remota, de ser campeão já nesta corrida, mas para isso tinha que vencer e esperar que Hamilton não fizesse melhor do que o 10º lugar.

Na qualificação, Hamilton assinou a pole position e bateu Rosberg, que partiu do 2º lugar. Max Verstappen (#33) foi 3º e bateu Daniel Ricciardo (#3), que ficou na 4ª posição. Na terceira linha ficaram Nico Hülkenberg (#27), num excelente 5º lugar com o Force India Mercedes, e Kimi Räikkönen (#7) em 6º.

Hamilton fez o melhor arranque e deixou Rosberg a lutar com Verstappen pelo 2º lugar, mas ao chegar à curva 1 bloqueou rodas e saiu em frente para a relva, cortando as duas primeiras curvas, voltando à pista na liderança. Mais atrás houve um contacto com Pascal Wehrlein (#94), que tocou em Marcus Ericsson (#9). Wehrlein ficou com o carro destruido. O Safety Car foi imediatamente chamado à pista.
Ainda antes do acidente entre Wehrlein e Ericsson, Verstappen atacou Rosberg na curva 1 e ficou lado a lado. Rosberg acabou por cortar a pista para evitar um toque e retomou na frente do holandês. Este incidente foi investigado mas a FIA não tomou qualquer ação.

A corrida recomeçou na volta 4 com Hamilton ainda na frente de Rosberg. Verstappen era 3º e Nico Hülkenberg 4º.

Nas primeiras voltas, Hamilton tentou escapar imediatamente de Rosberg, que sentia a pressão de Verstappen, com o holandês a poder usar o DRS.

Verstappen ficou com Rosberg mas os pneus super macios não aguentaram o esforço por muito tempo e o piloto da Red Bull perdeu o contacto com Rosberg, que entretanto tinha quatro segundos de atraso para Hamilton. A Red Bull decidiu reagir depressa e mandou Verstappen para as boxes na volta 13, colocando pneus médios para fazer um turno longo. Verstappen voltou à corrida, curiosamente, atrás do seu colega de equipa, Daniel Ricciardo, que fez uma paragem logo nas primeiras voltas para colocar pneus médios.

Hamilton parou nas boxes na volta 18 e passou dos pneus macios para os pneus médios. Isto deixou Rosberg na liderança até à volta 21, quando o alemão parou nas boxes pela primeira vez para colocar pneus médios. No final das paragens, a diferença entre Hamilton e Rosberg era de seis segundos.
Sebastian Vettel (#5), que começou do 7º lugar, fez um primeiro turno longo nos pneus macios e ficou na liderança após a paragem de Rosberg. Vettel aguentou-se mais tempo do que era esperado e parou na volta 32, passando para os pneus médios. Vettel regressou à pista no 6º lugar, mas já não teria que parar mais até ao fim. Um pódio ainda era uma hipótese.

Rosberg não parecia confiante com os pneus médios e Verstappen voltou a encostar-se à sua traseira. A diferença manteve-se em um segundo mas, na volta 50, Verstappen viu uma oportunidade dourada quando Rosberg, ao tentar dobrar Carlos Sainz, Jr. (#55), precipitou-se e bloqueou rodas a caminho da curva 1. Na reta entre as curvas 3 e 4, Verstappen usou o DRS e travou muito tarde para a curva 4, mas o carro atravessou-se e Verstappen foi para a escapatória, devolvendo a posição a Rosberg. Esta luta permitiu a Hamilton aumentar a diferença de quatro para sete segundos sobre Rosberg.

Era esperado que tanto os Mercedes-Benz, tal como Verstappen, parassem mais uma vez nas boxes, sobretudo quando Ricciardo parou na volta 51, colocou pneus macios e começou a fazer uma série de voltas muito rápidas na 5ª posição, mas Ricciardo ainda estava um pouco afastado e mais ninguém decidiu alterar a estratégia.

A diferença entre Rosberg e Verstappen era de três segundos e o alemão controlava esta distância. A grande preocupação de Verstappen era Vettel que, com pneus médios 20 voltas mais novos, começou lentamente a ganhar terreno face ao holandês, e o alemão estava a quatro segundos de distância com apenas 10 voltas para o fim. A luta pelo pódio ainda não estava acabada.

Vettel conseguiu entrar na zona de DRS na volta 67, mas ainda mais ameaçador estava Ricciardo, que continuava a recuperar terreno e estava já a menos de dois segundos de Vettel.
Na volta 68, Verstappen cometeu um erro na travagem para a curva 1 e seguiu pela escapatória. Verstappen foi imediatamente avisado pelo seu engenheiro de corrida para ceder a posição mas o holandês não cedeu, manteve-se na frente de Vettel e Ricciardo teve depois uma oportunidade na volta 70 com o DRS de passar Vettel na travagem para a curva 4. Ambos bloquearam rodas e tocaram-se durante a travagem. Incrivelmente, Vettel manteve a posição.

Longe desta luta, Lewis Hamilton cortou calmamente a linha de meta para vencer o Grande Prémio do México. Foi um domínio do início ao fim por parte do piloto britânico, que venceu pela oitava vez nesta temporada. Hamilton entrou para a história e, depois de se tornar na corrida anterior apenas no terceiro piloto da história a vencer 50 Grandes Prémios, a sua 51ª vitória da carreira igualou o segundo melhor registo de sempre, que pertence ao quatro vezes campeão do mundo Alain Prost.

Nico Rosberg terminou no 2º lugar e mantém a liderança do mundial de pilotos, mas a sua vantagem voltou a ser reduzida, e o alemão sai do México com 19 pontos de vantagem.

Max Verstappen cruzou a linha de meta no 3º lugar, e logo atrás veio um furioso Sebastian Vettel em 4º, visivelmente irritado com a tática de Verstappen de não ceder a posição. A FIA investigou a situação e atribuiu uma penalização de cinco segundos a Verstappen que o fez cair para o 5º lugar. Assim, Vettel foi promovido ao 3º posto e Ricciardo foi o 4º classificado.

Kimi Räikkönen terminou no 6º lugar, na frente de Nico Hülkenberg, que chegou a fazer um pião quando tentou passar Räikkönen. Os dois Williams Mercedes de Valtteri Bottas (#77) e Felipe Massa (#19) terminaram em 8º e 9º, respetivamente, e o herói local, Sergio Pérez (#11), terminou no 10º e último lugar pontuável.

Faltam duas corridas para o final da temporada e a próxima será em Interlagos, no Brasil.

Destaques:

 

Hamilton: Sem espinhas. Uma vitória simples para o piloto mais rápido todo o fim de semana. Consegue adiar a decisão do titulo mais umas semanas e estreou-se a vencer no México, onde não parece ter muitos fãs. No inicio da corrida cometeu um erro na curva um cortou caminho ganhando vantagem. Ricciardo afirmou e com razão que quem falha travagem e sai da pista, ganhando com isso vantagem tem de ser penalizado. Havemos de falar sobre isso em breve

Rosberg: Em modo de segurança, o alemão evitou problemas a todo o custo e fez o que lhe competia… ficou no melhor lugar possivel e mantém intactas as suas aspirações ao titulo. Uma abordagem bastante germânica e compreensível.

Vertappen: Definitivamente não está na F1 para fazer amigos. Começou uma relação mais azeda com Kimi e agora parece que Vettel não será candidato ao lugar para melhor amigo também. Vertappen falhou a travagem e entregou de bandeja um pódio à Ferrari. É a segunda semana consecutiva que falha e a atitude de não deixar passar Vettel é discutível. Os comissários tiveram medo de atribuir logo a penalização e deixaram para o final numa espécie de castigo caso ele chegasse ao pódio. Esqueceram-se que se Ricciardo tem passado por Vettel a história ficaria mais complicada para eles.

Ricciardo: Arrancou mal e teve de alterar a estratégia para compensar isso. Teve uma ponta final fortíssima e tem razão quando aponta o dedo aos comissários e a sua falta de coerência. Não foi o melhor fim de semana para o australiano mas podia ter conseguido o pódio naquela embrulhada final.

Vettel:  O homem queixa-se na radio e não anda contente com a vida (com a sua equipa melhor dizendo) mas hoje fez pela vida e conseguiu um pódio que cai como mel na Scuderia que andava sufocada com a pressão.  A falta de resultados fazia suar os chefes e a qualificação não previa nada de bom para a corrida mas Vettel compensou a má corrida do ano passado e fez regressar a Ferrari aos pódios.

 

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Jorge Covas (resumo)
Fábio Mendes (destaques)

Um pensamento sobre “F1 – Formula 1 Gran Premio de México 2016: Hamilton pressiona Rosberg

  1. É por estas decisões e por outras como esta que a fórmula 1 tem menos adeptos a cada ano que passa. A fórmula 1 acima de tudo é ou deveria ser (como antigamente), um espectáculo.
    Mas não, não há paciência para hoje em dia vêr um grande prémio, tal é a seca que é causada pelas infelizes regras tomadas nos últimos 6/7 anos!!!!!
    Tudo ou quase tudo é previsível num grande prémio atualmente…. regras de pneus???? penalizaçoes nas ultrapassagens ou a defender a posição????
    A fórmula 1 é um desporto motorizado onde o risco está sempre presente (tal como no MOTOGP como nos rallys).
    Digo isto com muita pena, era um fanático da fórmula 1, mas deixei de o ser pois não há paciencia para tantas regras impostas que tiraram todo o espectáculo da fórmula 1.
    Sou grande adepto de desportos motorizados, adoro rallys e o motogp, que passaram de longe a fórmua 1 em espectacularidade!!!!
    Estou supercurioso com a próxima época de rallys com as novas regulamentações que vão aumentar aínda mais o espectáculo, quanto ao motogp sei que vai continuar espectacular.
    Quanto à formula 1, apesar das alterações para o próxima ano, tenho as minhas séria dúuvisad… INFELIZMENTE!!!!!!!

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