WRC:Rally da Austrália- Análises finais

Mikkelsen: Imperial! O piloto norueguês deu um desfecho fantástico à participação da Volkswagen no WRC, vencendo de forma dominadora o rally australiano, que liderou desde a SS3 até ao seu final. Mikkelsen, mesmo pressionado por Ogier já no último dia, onde chegou a ter apenas pouco mais de 2 segundos de vantagem, não tremeu e foi “rei e senhor” da especial decisiva deste rally. Nos 30km de Bucca16 deu um baile a toda a gente, inclusive ao seu colega de equipa e já campeão do mundo de ralis, Sebastien Ogier que perdeu 19´s para o jovem piloto da Volkswagen, selando praticamente ai a historia desta prova.

Mikkelsen fecha com chave de ouro a sua temporada, escrevendo mais uma bela história da sua ainda curta carreira e da vida da equipa no WRC. Foi um adeus emotivo da marca Alemã ao Mundial de Ralis, que claro está foi a vencer. Fica um futuro para definir quanto ao piloto e as saudades a apertar de uma equipa que muita falta irá fazer a esta modalidade.

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Ogier: Não foi decerto o desfecho que desejava para a despedida da “sua” tão querida Volkswagen. Voltou a ser prejudicado pelo facto de abrir a estrada nos dois primeiros dias de competição, mas sem nunca retirar mérito a Mikkelsen que mostrou ter sido um justo vencedor. Ogier fez tudo para ir minimizando as perdas das primeiras passagens, mas desta vez tem de dar a mão à palmatoria e dar mérito a quem o tem. O francês foi segundo na geral, a 14´s do seu colega de equipa, numa prova equilibrada e com os ritmos a serem muito próximos entre os dois mais rápidos, o que pode indiciar que na próxima temporada poderemos ter aqui dois candidatos ao titulo a correr em duas equipas diferentes, o que será interessante de se seguir.

Certamente Ogier desejava a vitória na despedida da Volkswagen no WRC, mas leva para casa o 4º titulo consecutivo, mais do que isso, todos eles sem“espinhas”. Venha agora 2017 e esperemos ver o campeão do mundo de novo em grande forma a abrilhantar o Mundial de Ralis como ele bem sabe.

Neuville: foi um bom desfecho para o piloto belga. Mais um pódio e a confirmação do vice-campeonato para si. O piloto da Hyundai fez uma prova a meio gás mas mesmo assim conseguiu carimbar um bom 3º posto final. Nunca conseguiu acompanhar o ritmo dos três mais rápidos, Mikkelsen, Ogier e Paddon e por isso mesmo preferiu esperar por um erro de algum deles, que ainda se atacavam na frente da prova. O erro aconteceu e logo do seu colega de equipa, Paddon saiu largo na primeira especial do derradeiro dia perdendo algum tempo, fazendo com isso Neuville ascender à 3ª posição para não mais sair de lá. Carimba um pódio e o segundo lugar no campeonato, que esperemos  que seja motivador para a próxima temporada, pois o WRC precisa de um Neuville forte e candidato a vencer em todas as provas.

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Paddon: A correr quase em casa, o piloto da Hyundai rodou forte em todo o rally, pressionou os dois homens da Volkswagen em busca da vitória, mas o arriscar neste caso “não trouxe o ganho”. Abusou e pagou por isso, tendo uma ligeira saída de estrada na SS19, que o retirou da luta pela vitória e do pódio também. Antes disso chegou a incomodar os seus adversários, terminando o segundo dia de prova a apenas dez segundos da liderança, mas um erro pô-lo fora de luta. Termina assim uma temporada de altos e baixo, de um jovem piloto cheio de potencial que será “o futuro” do WRC, onde carimbou a primeira vitória no mundial de ralis, esperando-se a continuidade na evolução da sua carreira em 2017 de forma positiva, pois é um dos grandes valores para o futuro da modalidade.

Sordo: nunca conseguiu andar perto dos mais rápidos, é um facto, mas nunca comprometeu um bom resultado. Andou claramente para marcar pontos para o campeonato, sem nunca pôr em risco a sua prestação na prova. É certo que não é uma especialista em terra, mas não se defende mal. Ainda aspirou chegar ao 4º lugar final depois do erro de Paddon mas esse objectivo ficou a apenas 2´s de distância, ficando-se pelo 5º posto que acabou por ser um resultado positivo se olharmos à concorrência que ficou à sua frente.

 

Ostberg: o ano não foi fácil para o piloto da M-Sport e mais uma vez ficou abaixo do esperado. O piloto norueguês raramente falha, mas também raramente tem um andamento que o leve a outros patamares. Termina a prova em 6º, mas sempre um passo atrás do resto da concorrência. Será do carro? Será que já perdeu o “timing” do WRC? Ficamos sem perceber a razão, mas ficamos sim com muitas dúvidas quanto o seu futuro no mundial de ralis.

Tanak: desta vez não tivemos o estónio voador! O rally perecia perfeito para voltarmos a ver Tanak na luta por um lugar no pódio, depois de ser 2º em Gales, mas as coisas de facto não correram de feição ao piloto. Problemas constantes com o carro condicionaram e muito a sua prestação neste rali que se materializou com um discreto 7º posto, a mais de 3 minutos de Mikkelsen. De facto esta não é a diferença entre eles, mas os ralis são mesmo assim, as coisas começaram mal e nunca se endireitaram. Fica o desfecho de uma temporada que até foi positiva para ele, onde conquistou dois pódios e o respeito de toda a gente, que o fará regressar provavelmente a estrutura oficial da M-Sport em 2017.

 

Latvala: temporada para esquecer, que termina de forma desastrosa. Logo a abrir o rally partiu a suspensão do seu Polo R WRC, que o fez estar logo fora de toda e qualquer luta durante todo o rally. Chegou ainda a 9º na geral final, fruto da pouca concorrência inscrita na prova. Termina a temporada da forma que nos habituou, a passar mais tempo azarado do que a rodar em condições normais. É mais um desempregado de luxo da extinta Volkswagen, veremos onde se encaixará em 2017!

Lappi: é o campeão do WRC2. Só tinha de terminar a prova para carimbar o ceptro de campeão e fê-lo da melhor maneira. Vencendo de forma tão clara que somente um azar lhe retiraria os louros de campeão, tal foi a diferença para toda a concorrência inscrita no WRC2. É um justo vencedor, um dos jovens com mais potencial dos últimos anos. Agora veremos se a sua praticamente certa entrada na Toyota na próxima temporada, não será afectada pela “desistência” da Vokswagen, pois os três pilotos agora livres são alvos apetecíveis a qualquer estrutura. Lappi merece um WRC, tem muito talento e é sem duvida uma das grandes promessas da modalidade para o futuro, resta saber se haverá cadeiras para tanta qualidade em 2017!

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Volkswagen: obrigado por tudo! Confesso que nunca fui teu “fã numero 1! Simplesmente tiraste emoção ao desporto que amo, mas não te posso culpar por isso. Não te posso culpar por seres melhor que os outros todos, não te posso culpar por teres os melhores pilotos, nem posso culpar por teres o melhor piloto da actualidade. Não te posso culpar por provavelmente teres sido a melhor estrutura que o Mundial de Ralis já viu…dominaste por mérito próprio, dominaste porque és simplesmente a melhor! Vais fazer muita falta ao nosso campeonato e mais do que isso, vais fazer falta aos nossos olhos, que nunca mais te verão passar com esse “monstro” à nossa frente! Ficam as memórias e as saudades!

Até um dia Volkswagen e obrigado por tudo!

Carlos Mota

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