F1 – 2 corridas por fim de semana e fim dos treinos na sexta

A Liberty Media está  prestes a assumir o papel de nova dona do grande circo, restando para isso reunir os mais de mil milhões necessários para finalizar a operação. No entanto, já foi noticiado que o negócio vai mesmo avançar de forma definitiva e já há propostas a serem estudadas para dar um novo alento à F1.

O mais recente rumor dá conta da vontade de se usar um formato de 2 corridas por fim de semana, havendo uma corrida sprint no sábado e outra corrida no domingo com menor duração em relação ao formato actual. Existe também  vontade de acabar com os treinos na sexta feira, condensando tudo em apenas dois dias de prova.

Pelos vistos as equipas encaram esta ideia com optimismo, afirmando mesmo que duas corridas por fim de semana são exequíveis, havendo no entanto o problema dos contratos firmados com os promotores em que a F1 garante carros em pista durante 3 dias e não apenas dois. Para tal era preciso rever todos os contratos ou esperar pelo reafirmar de novos acordos.

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Faz alguma confusão pensar numa F1 tão diferente. Estamos habituados a este formato há muitos anos e esta mudança seria um corte radical. No entanto tem bases para ser bem sucedida. A corrida sprint de sábado pode ser interessante e  a corrida de domingo se for reduzida para 2 terços da distância actual (300km) pode produzir corridas mais emocionantes pois não haveria necessidade de gerir o combustível e os pneus e obrigaria os pilotos a atacarem mais cedo. Quanto à remoção do dia de sexta não será tão positivo quanto isso pois sexta feira é um dia crucial para afinação de máquinas. A redução de 3 sessões de treinos para apenas duas poderia ser uma hipótese. E assim teríamos um sábado recheado com qualificação (algo que a F1 nunca deve perder) e corrida no mesmo dia e no domingo a prova principal.

Temos de estar abertos a estas mudanças. Muitos se queixam de que esta F1 é pouco interessante e não devemos descartar já esta hipótese, pois estaríamos a entrar na mesma conversa dos “velhos do restelo”, que continuam a afirmar que antigamente é que era. Confesso que este formato será um choque inicialmente mas tenho de admitir que funciona bem no DTM, no WTCC e que outras modalidades pensam em fazer o mesmo. A F1 não pode perder identidade nem aquilo que a fez (e ainda faz) grande, mas deve ter capacidade para se reinventar. Veremos se tem pernas para andar.

 

E você, concorda com estas mudanças?

 

 

Fábio Mendes

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