F1 – Acabou-se a paixão entre Renault e Vasseur

Se a Renault quer oferecer “Passion for life” na estrada, na F1 a paixão não vai nada bem, principalmente entre o construtor/equipa e Fred Vasseur, que soubemos hoje, terminou. E terminou de forma abrupta, sem (ao que parece) discussões ou notícias antecipadas, ao contrário da Mercedes e Lowe, mas de uma maneira que levanta algumas dúvidas. Certo, certo é que Vasseur não é mais team principal em Enstone e que a liderança da estrutura fica a cargo do presidente Jerome Stoll e de Cyril Abiteboul, director executivo da Renault Sport.

Cerca de um ano depois, a paixão (que dizem os poetas ser forte mas limitada no tempo) foi-se, arrefeceu e terminou, possivelmente devido à vaga de frio que se sente por toda a Europa. Vasseur afirmou ao motorsport.com que a saída ocorreu por mútuo acordo e que pensa que para o projecto da Renault vencer, é necessário uma liderança a uma só voz… nada condizente com o que a equipa transmitiu aos media, quando afirmaram que a liderança ficava entregue aos dois homens acima mencionados.

As questões que nos surgiram logo quando soubemos do sucedido foram: a saída de Vasseur terá sido causada por algum atraso na construção do chassis deste ano ou pelo contrário, vai agora atrasar o projecto? 

renault force india barcelona

O francês, na mesma entrevista concedida ao site, diz que existiam diferenças de visão na gestão da equipa, logo decidiu por afastar-se. Disse também que sente alguma tristeza por deixar alguns membros do seu staff, que se esforçaram bastante em 2016. Esse é um dos pormenores que nos deixa algo apreensivos quanto à situação da Renault para este ano.

Se em 2016 o motor construído pela Renault Sport em França, que serviu por exemplo a Red Bull, mostrou um andamento interessante, ainda que é preciso melhorar, já o chassis construído em Enstone e que ficou sob alçada de Vasseur, provou ser o calcanhar de Aquiles, no entanto não se fazem omeletas sem ovos. Vasseur necessitava de mais pessoas e meios em Enstone, que segundo algumas fontes, foram pedidas a Abiteboul. Vasseur chegou a dizer em 2016, que precisava de 40 novos elementos apenas na aerodinâmica, lacuna que não foi tapada até ao momento. Serão essas as diferenças de visão que falou Vasseur na entrevista e que possivelmente colocará ainda a Renault em défice competitivo em 2017.

Acreditamos por isso, que a frustração do francês, que teve excelente resultados nas fórmulas juniores, levou-o a abdicar de um lugar de luxo na F1 e acreditamos que existe já um atraso no chassis 2017, mas pior, a saída de Vasseur e das suas ideias poderá trazer piores resultados no imediato, logo num ano em que Enstone apostou em Hulkenberg para piloto.

Pedro Mendes

 

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