24h Daytona 2017 – O final manchou uma prova fantástica

Mais uma emocionante edição das 24h de Daytona onde os Cadillac foram dominadores e o #10 venceu a prova com mérito. Em todas as classes tivemos grandes lutas, muitas mudanças na liderança e incerteza até ao final. Mas este final foi vergonhoso!

 

O #5 começou a prova na liderança, fruto da excelente pole de João Barbosa que se manteve na frente até a meia hora de prova, em que o #31 passou para a frente. Mas passado 3 h de prova o #31 apresentou problemas no arranque das boxes precisando de um empurrão para seguir.

Nos GTLM a luta era entre os Ford e o único Ferrari na classe, com alguma vantagem para os americanos embora a máquina da Scuderia apresentasse bom andamento. Pelo contrário os BMW e os Porsche não apresentavam argumentos para lutar por lugares cimeiros.

Em GTD o equilíbrio era palavra de ordem com o Mercedes AMG a estrear-se de forma bem positiva mas com os Audi a mostrarem alguma vantagem

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A corrida foi evoluindo e pouco depois do meio da prova tínhamos 3 candidatos à vitória… os Cadillac #5 e #10 e o Riley #90. O segundo carro da Action Express, o #31 ficou parado 8 voltas a contas com uma reparação devido a um toque o que colocou o carro fora da luta. O #90 surpreendeu e embora não tivesse ritmo para fazer frente aos Cadillac em pista, a equipa aproveitou a constante chuva e uma estratégia inteligente para se manter na prova.

Em GTLM o Ferrari dava muita luta aos Ford e graças à chuva que caiu noite dentro até os Porsche se mostraram andamento para andar à frente. O Corvette #3 apareceu nos lugares da frente enquanto o Corvette #4 não tinha a sorte do seu lado.

Em GTD o equilíbrio era tanto que era difícil apontar um favorito com constantes mudanças na liderança, mas destacavam-se os Acura que se apresentavam muito bem nesta estreia.

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A corrida foi evoluindo e foram muitas as bandeiras amarelas mostradas o que foi diluindo sempre as vantagens que se iam conseguindo.

Filipe Albuquerque foi o homem que pegou no Cadillac #5 e lutou com Ricky Taylor pela primeira posição, mas uma bandeira amarela a 1h do fim caiu mesmo a tempo para o #5 e o #10 ficou com a estratégia alterada e a vitória passaria também pelo bom trabalho nas boxes.

Nos GTLM o Ford #66 era o melhor da marca oval e liderou algum tempo mas o Ferrari da Risi voltou para a frente seguido de muito perto pelo #66 e pelo #4 e mesmo o Porsche #911 aparecia em posição para atacar a vitória.

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Na frente o #31, envolveu-se com o #10, com Conway a atrapalhar Taylor, permitindo a Albuquerque ganhar alguma vantagem. Em GTLM Ferrari mantinha-se na liderança e o Porsche mostrava um ritmo que não esperávamos e muito melhor do que o mostrado no inicio da prova. Pilet atacava forte e Garcia em Corvette sofria com isso.

A 35 minutos do fim Albuquerque entrava nas boxes para o último reabastecimento, apenas com combustível mantendo os pneus. De seguida entrou o #10 mas Albuquerque fez uma outlap muito boa e ficou na frente do adversário.

Nos GTLM estava tudo maluco e o Ford #66 passou o Ferrari #62 e o Porsche #911 aproveitou e saltou para o 2º lugar. Em GTD o Porsche #28 tinha 2 segundos de vantagem para o Audi #29 e 4 segundos para o Mercedes #33.

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A última bandeira amarela surgiu a 28 minutos do fim por culpa do #93 Acura que saiu de pista e que  estragou ligeiramente a liderança de Albuquerque. O Riley #90 estava a uma volta dos líderes e tinha 2 voltas de vantagem sobre o ESM Tequilla Patron Nissan #2, tendo o lugar no pódio garantido.

 

A 20 minutos do fim tivemos a última bandeirada verde e o #10 atacou forte o #5 e um erro de Albuquerque ia deitando tudo a perder mas o português aguentou-se na liderança. Nos GTLM o Porsche #911 atacava muito forte mas o Ford tinha uma ligeira vantagem sobre a máquina alemã.

A 5 minutos do fim o #10 atirou-se na curva 1 num espaço que nunca existiu e atirou Albuquerque para fora de pista. Taylor não deu o lugar de volta a Albuquerque e  os comissários não emitiram uma punição que seria adequada pois foi o #10 que provocou o acidente.

 

No final uma vitória #10 que para nós não faz qualquer sentido. Em qualquer outro lado teria sido dado uma penalização ao #10.

Em GTLM o Ford #66 venceu seguido do do #911 Porsche e do#62 Ferrari .

Em GTD vitória para o #28 Porsche, seguido do #29 Audi e do #33 Mercedes.

EM PC o Oreca #38 venceu seguido do #26 e do #20.

Destaques:

Cadillac – Um carro novo e uma prova imaculada no que diz respeito a fiabilidade. O BoP provavelmente terá ajudado mas os 3 Cadillac não tiveram concorrência à altura. O #5 foi o que menos errou com os seus pilotos a evitarem problemas durante a noite e o com o piso molhado.

 

GTLM – Grande prova, com várias marcas envolvidas na luta. Ferrari merece destaque por dar luta com apenas um carro, os Ford foram muito fortes em casa como se esperava, os Corvette começaram tímidos mas souberam subir e os Porsche de alguma forma surpreenderam com o ritmo no final da corrida. A grande desilusão foi a BMW que claramente não teve andamento. Mas a Porsche foi fantástica com um 2º lugar arrancado a ferros.

 

GTD – Muitas lutas, muitas ultrapassagens, mas o grande destaque vai para os Acura que na estreia numa prova deste calibre conseguiram rodar nos primeiros lugares.

PC – A classe PC teve pouca história com os poucos participantes a terem muitos problemas e apenas o #38 foi conseguindo de forma competente manter-se na frente. Neste formato, a classe PC deixa de fazer sentido pois o s GTLM são claramente mais rápidos.

 

O final – É verdade que o #10 teve  um pouco mais de andamento que o #5. Mas a tripulação do #5 errou pouco… muito pouco. E era essa a estratégia da equipa. Os homens do #10 arriscaram muito e por isso erraram mas o toque no final da corrida é vergonhoso.
Qualquer um dos carros merecia a vitória desde que essa fosse conquistada de forma justa. Albuquerque aborda a curva 1 numa trajectória que nunca possibilitaria a passagem do #10 por dentro. O que aconteceu foi que Taylor queimou a travagem e com isso embateu contra o português. Em qualquer lado do mundo seria aplicada uma penalização mas como estamos nos States infelizmente não nos surpreende.  The Show must go on! E podem dizer que estamos a ser facciosos por se tratarem de compatriotas nossos e se calhar estamos a ser um pouco. Nem vou referir o tempo de antena que o #10 em comparação com o #5 (isso fica para mim mas eu reparei que vi mais o Cadillac preto que o branco). Mas não penalizar este erro é grosseiro. É dizer à miudagem que começa agora a correr que não ha problema usar a traseira do adversário para travar, mesmo que isso o atire para fora de prova.

 

Fábio Mendes

 

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