F1 – Mudança nos motores de 2017

Os regulamentos vão mudar a forma dos monolugares mas também irão ter influencia nos motores que sofrerão ligeiras diferenças para este ano. Com o aumento da aderência e do apoio aerodinâmico, algumas curvas deixarão de o ser, e passarão a ser feitas flat out. Assim como teremos uma diminuição do tempo por volta, teremos um aumento do tempo em que o piloto acelera.

Esse aumento irá ser reflectido nos consumos que serão consequentemente maiores. A eficiência dos novos motores é já muito elogiada mas com este aumento de tempo em aceleração, o limite de 100kg de combustível por corrida era arriscado. Assim os novos regulamentos prevêem um máximo de 105 Kg de combustível para as corridas o que exigirá ainda um grande esforço para manter a eficiência mas que permitirá que não haja cenas em que os pilotos estão mais concentrados em poupar combustível em vez de correrem.

Os motores serão também sujeitos a um maior desgaste, quer devido ao maior tempo em aceleração, quer pelas forças G que terão de suportar nas curvas. Os sistemas de arrefecimento foram repensados e melhorados, a resistência estrutural também foi revista tornando o motor ligeiramente mais  pesados. De lembrar que este ano cada carro terá apenas 4 motores à disposição.

 

Este video é da Mercedes mas os outros construtores terão feito um trabalho ainda mais profundo que este. A Honda apresentará uma unidade motriz completamente nova, com uma nova filosofia. A Renault também arriscou e hoje apresentou o seu novo carro, com um motor novo, que está a entusiasmar os homens da marca do losango (que assumiram o top 5 como objectivo para este ano, o que tendo em conta as performances de 2016 é bastante ambicioso) e as chefias da Red Bull que não têm medo de assumir que este ano quererão fazer frente à Mercedes, como tal, o novo motor deve ser mesmo bom. Os responsáveis da Renault afirmam que o novo motor vai ser mais rápido 0.3 segundos por volta e que esperam dar outro salto qualitativo a meio da época o que equivaleria a mais de meio segundo por volta o que é um salto impressionante. 

Neste momento o único senão do novo motor Renault (e do Honda) é que a fiabilidade que terá de ser testada e muito em Barcelona. Se as unidades motrizes francesas e japonesas passarem esse teste, a época poderá animar bastante. Quanto a Ferrari o segredo é a alma do negócio e embora se fale num motor repensado a debitar 1000 cv ainda nada é certo e para já está tudo muito escondido. 

 

 

Fábio Mendes

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