F1 – Testes de Barcelona: Conclusões da primeira semana

A primeira semana de testes da Catalunha foi excelente para os fãs que puderam finalmente ver as novas máquinas em pista, o seu habitat natural e onde realmente ficam melhor. Foram 4 dias de muito trabalho para as equipas, que deram o máximo noite e dia para afinar todos os pormenores.

Os testes raramente são a melhor altura para tirar conclusões definitivas sobre equipas e carros. No entanto as tendências começam a ser visiveis e é possivel inferir o que se poderá passar durante os primeiros meses de competição.

 

Mercedes – mudou o jogo mas o jogador mais forte mantêm-se o mesmo

Tínhamos e ainda mantêm-mos uma réstia de esperança que a Mercedes vá ter um ano mais dificil em relação aos últimos 3, mas pelo que vimos em pista para já está tudo encaminhado para mais um ano “à la Mercedes”. Com o melhor carro do grid em 2016, cedo os recursos foram canalizados para a máquina de 2017 e o tempo gasto foi muito bem empregue. A máquina é de um detalhe espantoso e deixou a roupa interior molhada aos geeks da F1 e da aerodinâmica. Para além de um carro esteticamente lindo, a Mercedes tem provavelmente o carro mais complexo a nível aerodinâmico que, como se não bastasse, tem uma versão melhorada do poderoso motor germânico.

Os primeiros 4 dias de teste mostram bem a superioridade da maquinaria apresentada pela equipa. Com 558 voltas dadas ao traçado espanhol, o que equivaleu a 2597 Km a Mercedes foi a que mais rodou e foi aquela que fez as voltas mais rápidas, sendo que Valtteri Bottas quebrou o recorde de pista. O sinal mais assustador veio no último dia em que pelos vistos se soube que a Mercedes rodou sem libertar toda a potência do seu motor. Não parece que neste ano se notem grandes mudanças na frente do grid. A Mercedes está forte e a tendência é ficar ainda mais.

Nº de voltas

Valtteri Bottas (Mercedes) : 324

Lewis Hamilton (Mercedes) : 234

Mercedes : 558

Melhores tempos :

Valtteri Bottas (Mercedes) 1m19.705 – Ultra-macios

Lewis Hamilton (Mercedes) 1m20.983 – Super-Macios

 

Ferrari – Semana bastante animadora para a Scuderia

Um inverno bem calmo e discreto seguido de uma boa prestação no primeiro teste do ano. Para já é o resumo da Ferrari. A Scuderia apresentou um carro com um pacote aerodinâmico muito agressivo e um motor melhorado. Não é um carro que cause tanto impacto quanto o Mercedes, mas desengane-se quem pensar que é menos capaz.

A equipa vez 468 voltas ao traçado e apresentou um registo quase imaculado ao nível da fiabilidade. Mas o que mais espantou foi a compostura do carro em pista e a sua rapidez. Diz quem viu que o Ferrari pareceu sempre o mais estável em curva e aquele que menos se prestava a causar surpresas desagradáveis aos pilotos. Note-se que a Ferrari tem o 2º e 3º melhores tempos dos 4 dias, com pneus macios, quando a Mercedes fez as melhores marcas com borrachas ainda mais macias. É portanto na Scuderia que se começam a depositar as maiores esperanças de fazer frente à Mercedes a curto prazo. O discurso para já é ainda bastante cauteloso e não é de admirar pois esta história de vermos a Ferrari muito bem nos testes e depois não demonstrarem o mesmo potencial nas corridas já foi vista várias vezes. É melhor esperar para ver.

Nº de voltas

Sebastian Vettel (Ferrari) : 267

Kimi Räikkönen (Ferrari) : 201

Ferrari : 468

 

Melhores voltas

Sebastian Vettel (Ferrari) 1m19.952 – Macios

Kimi Räikkönen (Ferrari) 1m20.960 – Macios

 

 

Red Bull – muita coisa escondida ainda

O início desta época terá sido bafejada pelo nº13… o número do azar que é também o nº do chassis deste ano. Primeiro um sensor da caixa de velocidades decidiu deixar de colaborar, seguido das baterias que fizeram do primeiro dia uma mistura de desânimo e preocupação. No 3º dia o escape também resolveu pregar partidas mas no final dos 4 dias a equipa conseguiu fazer as voltas suficientes para levar dados importantes para casa.

O RB13 é para já o carro mais limpo do grid, com umas curvas estonteantes e  com o menor nº de apêndices aerodinâmicos, que voltaram a ser moda este ano. E segundo Newey a ideia da equipa e estudar o chassis base e depois de o conhecer a fundo então aí sim fazer os acrescentos necessários. Outra possibilidade é manter o carro mais limpo possível para diminuir o arrasto e assim tentar compensar a possível falta de potência do motor Renault. Mas fica para já a ideia que este Red Bull tem ainda muito mais para dar do que se viu. Se vai cumprir a promessa ou não já é outra história, mas tanto na parte do chassis como do motor pareceu ainda haver margem para subir e melhorar. Suspeitamos que apenas veremos a verdadeira face deste RB13 na primeira prova do ano.

Nº de voltas

Daniel Ricciardo (Red Bull) : 120

Max Verstappen (Red Bull) : 174

Red Bull : 294

Melhores voltas:

Daniel Ricciardo (Red Bull) 1m21.153 – Macios

Max Verstappen (Red Bull) 1m21.769 – Macios

 

Force India – Discretos e ainda longe do 3º lugar

A Force foi bastante ambiciosa no discurso de lançamento do seu carro e afirmou que queria continuar a fazer melhor, o que para este ano seria o 3º. Mas para já a distância entre o VJM10 e o 3º lugar é ainda grande. A equipa teve de lidar com alguns problemas durante a semana, nomeadamente um problema no escape, mas o andamento ainda foi longe de ser notável, com o melhor tempo a ser feito por Ocon (1:22:509). Poderia pensar-se que a equipa apostou mais em rodar muito,mas tal não se verificou pois apresentaram  278 voltas rodadas, o que não é nada do outro mundo.

Para já é uma semana algo desapontante para a Force India. Mas o feed back do carro tem sido positivo e a sua forma pouco estética retirou-o da luz da ribalta, passando algo despercebido por este dias. No entanto acreditamos que a Force India possa mostrar algo mais a curto prazo. Se é o suficiente para fazer igual ou melhor que no ano passado… a concorrência, com mais meios, não vai deixar.

Nº de voltas

Sergio Pérez (Force India) : 121

Esteban Ocon (Force India) : 86

Alfonso Celis Jr (Force India) : 71

Force India : 278

 

 

Melhores voltas:

Esteban Ocon (Force India) 1m22.509 – Super-Macios

Sergio Pérez (Force India) 1m22.534 – Super-Macios

Alfonso Celis Jr (Force India) 1m23.568 – Ultra-macios

 

Williams – Sinais pouco animadores

Já se sabia que a entrada de um rookie este ano poderia ser mais complicada. Mas Stroll vem da Formula 3 para a F1… É quase passar da 2º liga para a Liga dos Campeões… e isso vai exigir muito trabalho de adaptação. Para já esse trabalho de adaptação está a ser duro, pois o canadiano teve 3 saídas de pista, em que duas delas resultaram no fim prematuro das sessões. Com isto a Williams foi das equipas que menos rodou e isso paga-se caro na F1. Massa teve um início animador com muitas voltas e um ritmo não muito mau, embora ainda longe do que se gostaria. Mas não podemos comparar a experiência de Massa que está habituado a estas andanças e que sabe pôr a máquina a render mesmo que ainda não esteja no ponto.

Em pista viu-se um FW40 exigente na condução, com algumas surpresas desagradáveis nas curvas que Massa conseguiu dominar mas que Stroll não. Honestamente, achamos que este ano não será um ano muito positivo para a equipa e estes testes para já comprovam isso… queremos muito estar enganados.

Nº de voltas

Felipe Massa (Williams) : 103

Lance Stroll (Williams) : 110

Williams : 213

 

Melhores voltas:

Felipe Massa (Williams) 1m22.076 – Macios

Lance Stroll (Williams) 1m22.351 – Macios

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Renault – Uma semana muito boa para os franceses

A Renault voltou no ano passado e teve de se contentar com os restos da Lotus. Este ano com um carro feito de raiz pela nova equipa, as mudanças são claras. Uma semana pacifica, sem grandes problemas, com um nº agradável de voltas feitas e com um ritmo bastante positivo. Para já há motivos para sorrir pois o chassis é muito melhor que o do ano passado e o novo motor, embora ainda não deslumbre está a dar sinais positivos.

Parece que a vontade de ficar no top5 se está a conjugar com a maquinaria certa para o efeito. A época é longa é certo e muito ainda vai mudar, mas a Renault parece estar definitivamente no rumo ideal para voltar a ter mais relevo no grid.

Nº de voltas

Nico Hülkenberg (Renault) : 150

Jolyon Palmer (Renault) : 143

Renault : 293

 

Melhores voltas:

Jolyon Palmer (Renault) 1m21.396 – Macios

Nico Hülkenberg (Renault) 1m21.791 – Macios

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Haas – Depois do sucesso do “primeiro álbum” nota positiva para o “segundo disco”

Costuma-se dizer na gíria da música que o segundo álbum é sempre o mais complicado pois tem de confirmar as boas criticas do primeiro sucesso. Na F1 é assim também… uma equipa nova no segundo ano tem de lidar com uma realidade diferente. É preciso começar a pensar no novo carro ainda no decorrer da primeira época e chegar aos testes de Fevereiro com tudo pronto. Se no primeiro ano há tempo para planear isso no segundo as coisas podem descontrolar-se… a Haas mostrou como se faz.

Houve problemas é certo alguns deles mantêm-se do ano passado, como os travões que continuam a dar dores de cabeça, mas os números finais até são animadores. Com 343 voltas dadas, um nº bem positivo e tempos que ficaram a meio da tabela, parece que a Haas está bem lançada para um 2º ano competitivo. Tem pilotos para isso e tem pelos vistos um chassis que poderá ajudar nessa causa.

Nº de voltas

Romain Grosjean (Haas) : 174

Kevin Magnussen (Haas) : 169

Haas : 343

 

Melhores voltas:

Romain Grosjean (Haas) 1m22.118 – Super-Macios

Kevin Magnussen (Haas) 1m22.204 – Super-Macios

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Toro Rosso – Pole position no concurso de beleza mas poucas voltas rodadas em pista

Não nos cansamos de ver o STR12. O Mercedes é lindo mas as cores e a forma do novo carro da Toro Rosso conquistaram-nos. E sim falamos também das formas pois para uma equipa de meio de tabela, a equipa de Faenza apresentou soluções muito evoluídas e elegantes.

Mas infelizmente o cenário não foi tão agradável em pista, com a equipa a ter muitos problemas técnicos. O motor não cooperou e estragou os planos da equipa, que rodou pouco e perdeu mais tempo nas boxes do que a testar. Os ânimos no entanto mantêm-se optimistas pois há convicção que o carro construído tem muito potencial e assim que os problemas forem ultrapassados a equipa poderá lutar pelo primeiro lugar do meio da tabela. Há muito trabalho pela frente na segunda semana.

Nº de voltas

Daniil Kvyat (Toro Rosso) : 100

Carlos Sainz (Toro Rosso) : 83

Toro Rosso : 183

 

Melhores voltas:

Daniil Kvyat (Toro Rosso) 1m22.956 – Macios

Carlos Sainz (Toro Rosso) 1m23.540 – Médios

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McLaren – Do entusiasmo à desilusão

Esperava-se mais da McLaren… muito mais. O primeiro dia foi fraco com problemas no reservatório de óleo, um problema de fácil resolução que mostrou logo falta de preparação por parte da Honda. No segundo dia o mistério que obrigou à nova troca de motor não foi ainda resolvido, a Honda não tem respostas para dar e agora teme que não possa apresentar o novo motor a 100% em Melbourne. Este regresso dos japoneses à F1 só pode ser  considerado como um fiasco para já, e não mostra grande melhorias. É impensável que uma marca com o prestígio da Honda, erre de novo no motor, quando já tinha lições de um passado recente pouco positivo. Até os números do motor não chegam ainda aos da unidade do ano passado. É impossível avaliar de forma correcta o chassis se o motor teima em não funcionar.

Se o motor deste ano não for uma evolução definitiva, é tempo da Honda deixar a F1 e admitir o falhanço. A McLaren precisa de um motor fiável e competitivo e a Honda não apresentou ainda uma solução digna desse nome. Ou se dá um milagre ou há divórcio a vista.

Nº de voltas

Stoffel Vandoorne (McLaren) : 107

Fernando Alonso (McLaren) : 101

McLaren : 208

 

Melhores voltas:

Stoffel Vandoorne (McLaren) 1m22.576 – Ultra-macios

Fernando Alonso (McLaren) 1m22.598 – Ultra-macios

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Sauber – Bom mas pouco impressionante

Não foi uma semana livre de problemas mas mesmo assim ficaram no top 3 das equipas com mais voltas rodadas. O ritmo esse não foi tão impressionante, embora Ericsson tenha feito o 9º melhor tempo da semana. Mas no resto das voltas notou-se que há ainda muito para melhorar. Há também o problema Wehrlein que não testou esta semana, que ainda não se sabe se testará na próxima e que se não testar terá de se estrear na Austrália o que é ingrato.

Não esperávamos nada de espantoso por parte da Sauber mas para já ha motivos para um optimismo reservado. O motor parece dar garantias e o chassis poderá ainda render pontos valiosos. Mas o problema é que a concorrência está também muito mais forte e o ano não se avizinha fácil.

Nº de voltas

Marcus Ericsson (Sauber) : 198

Antonio Giovinazzi (Sauber) : 151

Sauber : 349

 

Melhores voltas:

Marcus Ericsson (Sauber) 1m21.824 – Super-Macios

Antonio Giovinazzi (Sauber) 1m22.401 – Ultra-macios

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Km por motores:

Ferrari : 5399,8 Km
Mercedes : 4883,095 Km
Renault : 3584,35 Km
Honda : 968,24 Km

Km por equipa

Mercedes : 2597,49 Km
Ferrari : 2178,54 Km
Sauber : 1624,595 Km
Haas : 1596,665 Km
Red Bull : 1368,57 Km
Renault : 1363,915 Km
Force India : 1294,09 Km
Williams : 991,515 Km
McLaren : 968,24 Km
Toro Rosso : 851,865 Km

Km por piloto:

Valtteri Bottas : 1508,22 Km
Sebastian Vettel : 1242,885 Km
Lewis Hamilton : 1089,27 Km
Kimi Räikkönen : 935,655 Km
Marcus Ericsson : 921,69 Km
Max Verstappen : 809,97 Km
Romain Grosjean : 809,97 Km
Kevin Magnussen : 786,695 Km
Antonio Giovinazzi : 702,905 Km
Nico Hülkenberg : 698,25 Km
Jolyon Palmer : 665,665 Km
Sergio Pérez : 563,255 Km
Daniel Ricciardo : 558,6 Km
Lance Stroll : 512,65 Km
Stoffel Vandoorne : 498,085 Km
Felipe Massa : 479,465 Km
Fernando Alonso : 470,155 Km
Daniil Kvyat : 465,5 Km
Esteban Ocon : 400,33 Km
Carlos Sainz : 386,365 Km
Alfonso Celis Jr : 330,505 Km

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Os novos pneus:

Para já estão a cumprir o que se esperava e o novo tamanho XL tem proporcionado voltas mais rápidas e ainda ninguém rodou a fundo. Este ano a Pirelli não arriscou nada e fez uns pneus que vão durar muito em pista. Ou seja estamos num ano em que a moda será de apenas uma paragem por corrida e onde ninguém se vai queixar do desgaste dos pneus. Pode ser bom pois os pilotos vão poder andar nos limites, mas no caso das novas máquinas não ajudarem nas ultrapassagens teremos ainda menos possibilidades de mascarar isso com as estratégias. Os pneus de chuva foram do agrado dos pilotos mas os intermédios nem por isso e a Pirelli vai repensar nos pneus para piso molhado, apresentando novas soluções para breve.

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A nova direcção da F1

Goste-se ou não, Ross Brawn é das pessoas que mais entende de F1 no mundo e é bom saber que temos este nível de conhecimento agora nas rédeas do grande circo. Em entrevista a Ted Kravitz da Sky Sports F1, o britânico mostrou a sua visão para a F1 e agradou-nos. Não quer que se tomem passos precipitados e é por isso que não se vêm ainda revoluções. Estão a ser estudados todos os cenários para que as mudanças sejam feitas de forma concisa e eficaz. Brawn tem pela frente uma tarefa árdua que é de pensar a F1 a médio prazo. A vida dos novos motores acaba em 2020 e nessa altura a F1 terá de pensar se quer ser entretenimento ou evolução tecnológica. Brawn quer conciliar as duas (o que sempre afirmamos que é exequível) mas para isso terá de falar com as marcas que estão na F1 e aquelas que possivelmente quererão entrar. Brawn quer também pensar cuidadosamente na proposta da mudança de formato, querendo mudar mas não tão radicalmente ao ponto dos fãs mais velhos se sentirem sem referências. Para isso, acha que uma corrida que não conte para o campeonato era o ideal, para testar novas soluções e assim não voltarmos a ver cenas tristes como das qualificações em 2016. Para já parece que a vontade imediato de Brawn é retirar as barbatanas dos carros que os tornam menos bonitos, algo que quer tentar fazer até Melbourne.

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Os novos carros

Com pouco esforço as novas máquinas chegaram a valores próximos da pole de 2016 e estão bem lançadas para serem as máquinas mais rápidas de sempre. No entanto a parte das ultrapassagens pode estar comprometida, pois os pilotos travam tão tarde e o apoio aerodinâmico é maior que passar poderá ser muito complicado. Hamilton é dessa opinião, tal como Massa. A única coisa que poderá mudar é a exigência física que de tão grande que é pode de facto originar alguns erros por parte dos pilotos.

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Fotos: Páginas de Facebook das equipas de F1, Página da F1, autosport.com
fontes: autosport.pt, motorsport.com, autosport.com

 

Fábio Mendes

 

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