WRC – Toyota com prova de fogo no México!

O que valerá o Yaris nos duros troços mexicanos? Parece que ainda foi ontem que começou o ano e o WRC já vai na sua terceira ronda, sendo esta, o primeiro grande teste para os carros da nova geração, a nível de mecânica, depois dos “gelados” ralis de Monte Carlo e Suécia! O México é conhecido por ser um dos ralis mais duros para as mecânicas dos carros e pelo facto de ser corrido em altitude, o que influência o comportamento dos motores, com os mesmos a perderem alguma da sua potência máxima. Portanto este costuma ser por tradição um grande desafio para toda a comitiva do WRC.

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Para a estreante Toyota o desafio e a pressão será ainda maior. Usar a palavra “pressão” pode soar um pouco mal, visto estarmos a falar de uma equipa nova, que faz este ano a sua “estreia” neste seu regresso ao mundial de ralis quase vinte anos depois, não tendo grandes bases e conhecimentos práticos do que são os ralis do século XXI. É certo que hoje em dia tem-se acesso a muitas informações e os testes são “o pão nosso de cada dia” nas equipas de topo mundial, mas a verdade é que só na prática, fazendo os ralis, se pode tirar o verdadeiro pulso a cada prova. Por isso para a Toyota tudo acaba por ser novidade de prova para prova, exceptuando para os seus pilotos, onde destacamos Jari Matti Latvala, um dos mais experientes pilotos da actualidade.

Então mas pressão porque? Simples! O finlandês chega à terceira ronda do campeonato na liderança do campeonato. A marca nipónica está a ter certamente uma reentrada no WRC bem melhor do que contava e tem em Latavala a sua mais valia até ao momento, que o levou a um 2º lugar em Monte Carlo e à vitoria na Suécia, numa estreia de sonho do projecto desenvolvido por Tommi Mäkinen. Vermos Jari Matti a correr desta forma, rápida, consistente e acima de tudo sem “ir à vala”, deixa-nos com água na boca para o que nos pode trazer este ano de mundial de ralis, talvez um dos mais equilibrados dos últimos anos. Veremos! E no México como será? Pois é, uma incógnita! Se no “Monte” e na Suécia o factor “kit de unhas” é decisivo, neste caso as coisas são diferentes. As mecânicas sofrem, sofrem muito e resta saber o que este Toyota Yaris WRC é capaz de aguentar.

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Num ano de grandes mudanças nos regulamentos dos carros, a aerodinâmica passou a ter mais importância no WRC, com as marcas a  socorrerem-se de muitas “asas e asinhas” ao longo de toda a carroçaria dos seus carros, dando até um ar de fragilidade. Veremos até que ponto. Aqui o Toyota parece muito dependente deste mesmo aspecto, com este Yaris WRC a ser dos mais arrojados de todo o cartel do mundial de ralis, tendo uma estética forte, mas ao mesmo tempo frágil, faltando saber até que ponto pode ser competitiva e aguentará um rally tão duro como este que se avizinha. Não pondo em causa claro, se vai ou não chegar ao fim do rally, se o carro aguenta ou não, este é um WRC dos “bravos”, tendo de suportar “muita pancada” que vai levar, a grande dúvida é se teremos uma Toyota tão e competitiva como tivemos nas duas rondas anteriores.

Na memória ficam as “supostas” afirmações de Ogier quando terá testado o modelo da Toyota na pré-época, quando ainda não se tinha decidido por quem assinava para a temporada de 2017, uma das grandes razões de queixa do francês acerca do Yaris WRC foi mesmo a suspensão, que no ponto de vista do tetra-campeão mundial de ralis, é o “elo” mais fraco deste carro. Factor que pode ser decisivo num rally como este e também ficamos expectantes para saber se houve evoluções neste capitulo de Novembro até aos dias de hoje.

 

A complicar mais ainda será o fato de ser Latvala a abrir a estrada no primeiro dia de prova, pois apresenta-se como líder do campeonato, tendo 4 pontos de vantagem sobre o seu antigo colega de equipa, o francês S. Ogier, agora na M-Sport. E à 3º ronda do mundial temos Latvala a liderar o campeonato de pilotos, a Toyota em 2º no campeonato de construtores e já com dois pódios, inclusive uma vitória na Suécia. E como quem se habitua a “comer camarão não quer voltar a comer tremoços”, quererão certamente continuar nesta senda de bons resultados e de muito protagonismo, falta saber se o “pequeno” Yaris aguenta!

Lembram-se da pressão que falei anteriormente? Ela não devia existir este ano para a Toyota, mas eles fizeram questão de a construir nas duas primeiras provas da temporada, agora há que aguentar! O rally sai à a estrada já na 4º feira. Mais uma prova de grande interesse e que certamente nos vai deixar presos ás noticias que venham do lado de lá do Atlântico, numa temporada de expectativas bem elevadas no que toca a incertezas e resultados imprevisíveis.

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Carlos Mota

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