F1 – Honda receosa neste início de época

Os japoneses estão com receio neste regresso à competição e têm motivos para isso. Foram a unidade motriz que menos rodou nos testes, que mais problemas apresentou e que menos evoluiu no Inverno… um resultado francamente desapontante.

 

O chefe da Honda Yusuke Hasegawa afirmou que a evolução da unidade japonesa foi a esperada ao nível dos ganhos e o que surpreendeu foi o aumento de qualidade das outras construtoras que deram um salto significativo. Além disso a maioria dos problemas que a equipa encontrou foram surpreendentes aos olhos dos engenheiros japoneses.

“Claro que conhecíamos o nosso nível de desempenho, mas não sabíamos o nível das outras equipas, por isso, de um ponto de vista comparativo, estamos um pouco assustados com a situação e é demasiado optimista da nossa parte esperar um resultado muito bom em Melbourne .

“Do ponto de vista dos problema, não esperava uma variedade tão grande. Tudo o que aconteceu não foi visto no banco de testes.”

“É claro que também melhoramos o nível de desempenho do nosso motor, no entanto, parece que a melhoria do desempenho da unidade motriz dos outros é melhor e maior do que a nossa. Podemos até mesmo estar mais para trás em relação ao ano passado, de modo que é muito decepcionante.”

“A partir das configurações, podemos fazer algumas coisas nestas duas semanas. Vamos tentar encontrar algumas maneiras de ajustar o motor e ele pode ter um melhor desempenho na primeira prova, definitivamente.”

O que o chefe da Honda fez nestas declarações foi reconhecer o enorme fracasso da marca. Depois de 2 anos de muitos problemas e evoluções, esperava-se uma Honda mais preparada. Será sempre ingrato falar do desempenho da Honda pois entraram com 4 anos de atraso nesta corrida e a Mercedes, Ferrari e Renault tem mais experiência e mais conhecimento de causa. Mas se a Honda não conhecia o nível de dificuldade que a esperava em 2015, em 2017 já tinha noção do que se exige a um motor de última geração e esperavamos mais… e a McLaren também.

 

A Honda perdeu muito tempo no início com uma postura pouco flexível, tentando encontrar soluções dentro de casa, o que não aconteceu. Hasegawa trouxe uma nova dinâmica e maior abertura para ajudas exteriores mas tal revelou-se infrutífero para já. A Honda produziu o pior motor do grid, mesmo tendo com base o melhor e está agora a colocar a McLaren em muito maus lençóis. Será que a Honda vai dar a volta à situação? A Honda é uma das maiores marcas do mundo com uma receita de 14.6 mil milhões de dólares em 2016. Não é por falta de meios e de capacidade financeira que os japoneses não conseguirão melhorar. Mas a imagem da marca está a ser muito prejudicada com esta situação. Agora resta aos responsáveis uma decisão. Investir ainda mais e provarem que são capazes, ou tentar da mesma forma que têm feito e esperar pelo  inevitável divórcio entre a Honda e a McLaren que não se pode dar ao luxo de esperar mais.

fonte: planetf1.com
fotos: Autosport.com, Página de Facebook da F1 e da McLaren

Fábio Mendes

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