F1 – Renault confiante, Haas vai experimentar travões novos e McLaren pode afastar a Honda

Renault atingiu os objectivos a que se propôs nos testes

 

Cyril Abiteboul, director da Renault é um homem feliz por esta altura. Não dará pulos de felicidade é certo mas a verdade é que embora os testes possam não ter sido tão produtivos como os testes dos motores Ferrari ou Mercedes, pelos vistos a unidade francesa excedeu as expectativas para esta primeira fase.
“Claramente estaremos  em condições de lutar pelo campeonato”, disse Abiteboul Motorsport.com.

“Sabemos disso e faremos o nosso melhor para permitir que isso aconteça, o que implica começar com um motor fiável para a primeira corrida”.

“Acho que estamos bem e até mesmo que superamos os objectivo propostos, no que diz respeito à fiabilidade”.

“Chegamos com uma nova arquitetura de motor, não apenas em termos de motor de combustão interna, mas também ERS. Isso significa um grande desafio, particularmente em termos de fiabilidade e não houve nenhuma surpresa. Esperávamos encontrar algumas dificuldades – tivemos essas dificuldades que se materializaram.

“Mas a boa notícia é que os ganhos são também reais, o que significa que o desempenho está lá quando tentamos extrair o desempenho.”

As falhas a que o director da equipa se refere são essencialmente falhas do sistema de recuperação de energia, que deu dores de cabeça, mas cujo o problema tinha sido identificado no inverno, existindo já uma solução para isso. Quer isto dizer que a Renault pode apresentar um motor mais capaz em Melbourne e até surpreender. E visto que o motor “nasceu bem” a equipa poderá desenvolver sem problemas pois os tokens já não existem.

Haas pode trocar de fornecedor de travões

 

Os problemas nos travões mantêm-se na Haas e a equipa está a perder a paciência com a Brembo, fornecedora da equipa americana. A equipa vai testar novas soluções no Bahrein e se obtiver resultados mais satisfatórios poderá mesmo dispensar os serviços da Brembo. Para já a equipa tem uma solução provisória que garante a segurança dos pilotos mas que poderá não ser a mais eficaz. Desde o ano passado que a equipa tem problemas de travões, algo que ainda não foi solucionado este ano. A Brembo fornece mais equipas da F1 mas é curiosamente na Haas que os problemas têm surgido.

 

Relação McLaren / Honda por um fio

Os resultados são pouco satisfatórios e os testes correram muito mal. As soluções podem demorar a chegar e se assim acontecer a McLaren poderá cortar com a Honda.

Eric Boullier apontou o principal problema da Honda:

“Eles estão a tentar construir uma unidade motriz competitiva, mas eles não têm cultura de Fórmula 1. Eles são uma empresa grande, bem-sucedida e têm a sua forma de fazer as coisas. Conceber uma unidade motriz no Japão é um desafio. É por isso que Mercedes decidiu fazer a sua na Inglaterra. Precisamos de uma maior transferência de conhecimento. Eles precisam assumir a cultura da Fórmula 1 e integrá-la em todos os níveis. É preciso ser rápido no desenvolvimento, tão rápido quanto F1 se move.”

Ora este problema já foi referido várias vezes pelos responsáveis da McLaren e parece ter repercussões sérias. A Honda trabalha ao seu ritmo e não gosta de interferência externas. A McLaren quer um motor bom e rápido e que a Honda arranje pessoas que o saibam fazer para inserir na sua estrutura e acelerara o processo. Ora surge aqui a raiz do problema.

O que o futuro reserva? Não é fácil de entender pois Alonso parece gostar mais desta F1 e diz que tem mais liberdade para pilotar, e que já não precisa “de pilotar como um menino”. Ora se o espanhol gosta desta F1 e vai querer ficar mais tempo, a McLaren tem de arranjar forma de o convencer a ficar pois a Mercedes, a Renault e quem sabe a Ferrari podem tentar seduzir o bi-campeão. E a Honda não parece fornecer o material necessário para que Nando fique em Woking.

O problema nem está no custo do divórcio em si, pois existem clausulas que cobrem o contrato entre McLaren e Honda, que tem duração até 2024. Essas clausulas permitem que as marcas se separem dadas certas circunstâncias. Mas a Honda para além de motores dá muito dinheiro à McLaren (perto de 100 milhoes) e se a parceria acaba a Honda tem menos 100 milhões e terá de pagar por um motor. E a equipa ainda procura um patrocinador principal. Como é que a McLaren vai resolver isto? É um caso bem complicado!

 

fontes:
planetf1.com
motorsport.com
sportmotores.com
fotos: redes sociais das equipas e autosport.com

 

Fábio Mendes

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