ERC – Rali dos Açores: Dia 2

O dia de hoje acaba com um novo líder, e uma vantagem que poderá ser complicada de reverter. As lutas no dia de hoje foram intensas com pilotos portugueses nos primeiros lugares da tabela mas para já o lider segue confortávelmente na frente e tem margem para gerir.

 

A PE5 começou logo com um abandono de peso. Kajetan Kajetanowicz saiu de pista e danificou o seu Fiesta R5 de tal forma que o seu regresso à pista foi impossível. A primeira reviravolta começava cedo logo na primeira especial. Alexey Lukyanuk assumia a liderança seguido por Ricardo Moura e Bruno Magalhães, um duo luso em grande forma. Mas a forma dos portugueses não chegava à de Lukyanuk que venceu as 2 especiais seguintes alargando para mais de 40 segundos a distância para Moura e 50 segundos para Magalhães. 

 

O almoço deve ter sido algo indigesto para  o líder, que começou a secção da tarde com um furo, que o fez perder à volta de 20 segundos para Moura que tinha agora uma oportunidade de outro para pressionar o russo. Mas quem fez pela vida foi Bruno Magalhães que meteu a faca nos dentes e venceu as duas últimas especiais do dia, ultrapassando o compatriota Moura mas ainda assim ficando a 27 segundos de Lukyanuk, que geriu o andamento de forma eficaz e manteve-se na liderança.

PE10 e classificação geral:

 

No final do dia Magalhães era um homem feliz:

“Dadas as circunstâncias em que aqui cheguei: conhecendo mal o carro e depois de longos meses afastado da competição, este desfecho é melhor do que eu poderia, sequer, imaginar. Tenho a sensação que estou a fazer o melhor rali de sempre e essa é uma satisfação enorme”

“Confiança no carro e na equipa. Em todas as assistências fazemos novos ajustes e fica sempre bom e sinto-me cada vez melhor e a poder arriscar. Não tivemos problemas nenhuns e isso é uma ajuda enorme. Para amanhã, não sei se conseguirei recuperar para o primeiro mas que vou lutar por isso, vou. Estou muito feliz por estar a fazer esta prova e por estar a correr tão bem”

Já Moura queixou-se da afinação do seu R5:

“Foi um dia difícil, tive uma dificuldade enorme para manter as linhas de trajetória. Depois furámos na segunda passagem pelo Pico da Pedra, o pneu na mala já era rodado, e ficou muito degradado, pelo que também não podia arriscar um furo. Para amanhã temos que tentar ver se conseguimos por o carro um pouco melhor. Temos que perceber porquê temos tanta falta de tração”

“A nossa ‘guerra’ é com todos os pilotos por perto, não só com o Bruno. O nosso objetivo é melhorar a performance. Temos que conseguir melhorar a eficácia e resolver a falta de tração. Por o carro mais a andar para a frente…”

 

Já o russo Lukyanuk mostrava-se optimista no final do 2º dia :

“Como sempre, no drama no fun…batemos e partimos o vidro. Não consigo andar devagar. Em vez de gerir, bati, achava que precisava de dar mais emoção… Sei que tenho que gerir e rodar para ganhar, mas eu não consigo, os espetadores começam a fazer sinais e eu só sei andar depressa…”

 

 

Do contingente luso destaca-se Carlos Vieira que segue em 8º da geral, Pedro Meireles em 10º, Luís Rego em 12º e João Barros em 14º. Miguel Barbosa caiu muitas posições de ontem para hoje e está agora longe dos lugares de destaque.

 

 

 

 

 

 

Fontes. autosport.pt,fiaerc.com

fotos: retiradas das páginas dos pilotos  e comunicado de imprensa de Bruno Magalhães.

 

Fábio Mendes

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