F1 – Motores do futuro serão mais simples e mais ruidosos

A reunião de ontem deu os primeiros frutos relativos aos motores a serem usados a partir de 2021, pois até 2020 as actuais unidades vão manter-se no activo. A conclusão da reunião é simples… motores mais simples de desenvolver e mais ruidosos.

A vontade é que os motores se mantenham relevantes para a indústria automóvel, mas que ainda assim se tornem mais simples e baratos de produzir. Os motores deverão manter elevados níveis de potência e deverão ter um som melhor, além de permitirem aos pilotos rodarem a fundo sempre que quiserem e precisarem.

Quer isto dizer que provavelmente teremos motores maiores no futuro, com tecnologias de recuperação de energia, com ou sem turbos, dependendo do que as marcas quiserem e o som que isso produzirá, e a regra da economia em pista, se não for abolida será repensada. Neste momento os pilotos têm 105kg de combustível por corrida e um fluxo de 100Kg/h definido. Para 2021 essas regras poderão ter uma revisão  profunda.

É uma mudança clara de posição… Se no passado a F1 era uma casa de prazeres para engenheiros, onde os fãs foram esquecidos, com esta reunião finalmente chegou-se à conclusão que os fãs são importantes e a componente sonora foi tida em conta. Quanto a relevância para a industria automóvel, espero que esta se mantenha e que não se volte aos tempos dos motores simples ruidosos mas pouco relevantes. Defendo de forma ferrenha que a F1 tem de ser evolução e tecnologia de ponta. Não faz sentido regredir. Mas entendo que para bem do desporto e das equipas pequenas, seja necessário adoptar motores mais simples, provavelmente longe das magníficas peças de engenharia que agora temos, mas ainda assim evoluídas o suficiente para termos motores de combustão interna cada vez mais eficientes uma vez que os eléctricos ainda não são solução. Mas se for atingido um meio termo onde poderemos voltar a sentir o arrepio de ouvir um F1 a passar e soubermos que aquele motor nos está a ensinar alguma coisa, todos ficarão satisfeitos.

 

Está assim dado o primeiro passo, numa reunião que contou com várias marcas que não estão associadas à F1 mas que conforme já dissemos num texto anterior foram convidadas para darem a sua opinião e verem que passos serão dados para o desporto automóvel do futuro. Para já parece que a vontade é de encontrar consensos e todos caminharem no mesmo sentido… e isso é uma excelente noticia.

 

 

“Fiquei muito satisfeito com o processo e com o facto de todos concordarem  numa direção para o Campeonato do Mundo de Fórmula 1  nesta área técnica”, disse JeanTodt. “Agora devemos sentar-nos e trabalhar os detalhes – mas começamos com o pé direito e eu estou ansioso para iniciar o processo e encontrar a melhor solução para a Fórmula 1. “

 

“O Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA está empenhado em usar as atuais unidades de 1,6 litros, seis cilindros turbo híbrido até 2020”, disse a FIA em um breve comunicado.

 

“As unidades atuais têm demonstrado um avanço tecnológico surpreendente, produzindo entre 900 e 1000 cavalos, com economia de  30% no consumo de combustível, em comparação com os motores da geração anterior e aproximam-se do mágico número de eficiência térmica de 50% – um número inédito há três anos .

 

“A partir de 2021, o campeonato pode introduzir uma nova configuração da unidade de potência.”

 

fontes: autosport.com: pitpass.com

 

Fábio Mendes

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