F1 – GP da China: Renault, McLaren e Sauber em análise

 

Renault – um domingo amargo

12º e 13º… um resultado muito semelhante aos do ano passado. Hulkenberg esteve longe do que pode fazer mas foi apanhado na “malha” dos Safety Car, com problemas semelhantes aos de Massa, além de ter sido penalizado 2 vezes por ultrapassagens sob Safety Car. Quando se sai com slicks, pista fria e andamento fraco, o resultado raramente é bom. Aliás, a justificação de Palmer foi igual mas ficou no ar a sensação que Hulk não pode fazer mais e Palmer… começa a demorar muito em justificar a aposta. É verdade que só estamos na segunda corrida do ano e temos defendido  o piloto, no entanto as suas prestações não têm sido as melhores. Na Austrália, uma barra de torção estava partida e justificou-se o mau desempenho mas Palmer, com muito azar à mistura, raramente consegue mostrar o seu potencial. Hulkenberg mesmo com 2 penalizações acabou na sua frente. O britânico não conseguiu gerir pneus e não teve andamento suficiente.

Nico Hulkenberg: Nota5

Joylon Palmer: Nota 4

Renault: Nota 3

 

Sauber – A juventude paga-se caro

Giovinazzi voltou a errar e o crédito que ganhou na Austrália esfumou-se. O piloto é jovem e mostrou potencial em condições difíceis mas este fim de semana terá sido um dos mais duros da sua carreira pelo peso de ter cometido o mesmo erro duas vezes num fim de semana. Não ficará pior piloto por isso, pelo contrário vai aprender e crescer mas é duro passar por uma situação destas. Quanto a Ericsson… último lugar, sem espanto!

Giovinazzi:

“Antes de mais quero pedir desculpa à equipa. Fizeram um grande trabalho para termos o carro pronto para hoje e bati outra vez. Uma lição aprendida… quero esquecer este fim de semana depressa.”

Giovinazzi – sem nota

Marcus Ericsson – Nota6

Sauber – Nota 5

 

McLaren – O animal bem tenta mas a máquina não aguenta

Uma transmissão partida e um problema de pressão de combustível… assim se resume o dia da McLaren tecnicamente. Na prática? Vandoorne é vítima de um carro fraco e Alonso mete-se em lutas que o carro não aguenta e mesmo assim consegue fazer coisas espantosas. Continua a dizer que foi a sua melhor corrida de sempre o que pode nem ser verdade mas o que não se pode esconder é que Alonso é um senhor piloto e faz coisas inacreditáveis com o carro que tem. O que daríamos para ver Alonso num carro mais competitivo a dar luta aos homens da frente. Especialmente se fosse na McLaren e tivéssemos uma luta a 3. Isto sim era lindo. Assim temos de ver um dos maiores talentos do grid a fazer milagres sem aproveitar o talento que tem para tentar ser campeão.

Alonso:

“Partimos de P13 em condições muito difíceis, e depois de algumas voltas estávamos na sexta posição, o que foi uma grande surpresa, graças a um par de voltas incríveis. Esperava que essas condições difíceis continuassem com outros carros a sair de pista e, como dissemos ontem, maximizando as  nossas oportunidades, ultrapassando “de graça” em alguns momentos. Mas quando a pista começou a secar, começamos a perder um pouco andamento, apesar de ainda podermos segurar P7 por algum tempo. Hoje provamos mais uma vez como estamos famintos para obter um bom resultado, mas infelizmente ainda não somos fortes o suficiente para terminar as corridas. A falta de testes faz-nos pagar um grande preço agora, mas esperamos melhorar rapidamente.É uma pena que nem Stoffel nem eu tenhamos chegado ao fim hoje , e especialmente doloroso porque eu estava nos pontos, mas tudo o que podemos fazer é aprender e ser um pouco melhor no Bahrain, mesmo que a previsão não indique chuva. “

Fernando Alonso – Nota 8

Stoffel Vandoorne  – Sem nota

McLaren – Nota3

 

Ultrapassagens:

É verdade que agora custam mais. Mas agora são a valer. Muitos foram os que se queixaram que o DRS adulterava a realidade e que as ultrapassagens eram falsas. Agora o DRS serve apenas para aproximar os carros e o resto do trabalho é com os pilotos (a função para que foi pensado logo de início). É verdade que não tivemos muitas passagens mas as que tivemos foram muito boas… qualidade sobre quantidade. Não é um mau balanço. Foi uma boa corrida e o espectáculo não desiludiu.

 

Corrida completa

 

Fábio Mendes

 

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