F1 – GP da China – Williams, Force India, Toro Rosso e Haas em análise

Parte 2 da análise ao GP da China.

 

Toro Rosso – Sainz, o louco genial

O segredo do excelente resultado de Sainz? Um pouco de loucura. Foi o único a montar pneus sliks na largada o que desagradou sobremaneira Tost, mas a pista secou rapidamente e a estratégia resultou… Sainz tinha razão. Graças ao espanhol a equipa marcou muitos pontos e Sainz impressionou de novo. Voltou a ter lutas interessantes com o seu compatriota mas a diferença na valia das máquinas não permitiu grande espectáculo. O espanhol fez uma corrida muito sólida e mereceu ser 7º, logo atrás dos “grandes”. Kvyat voltou a ter azar com um problema hidráulico que o levou a desistir da corrida.

Sainz:

” Não tenho palavras para descrever a corrida! No arranque disse que queria começar com pneus slicks e todos pensaram que eu estava completamente louco! É um momento engraçado agora, mas quando todo tiraram os cobertores dos pneus e meu engenheiro de corrida disse que éramos os únicos com supersoft, duvidei da minha decisão …  Mas levei a ideia até ao fim! Eu sabia que o início iria ser muito complicado – e certamente que foi! -, mas a partir da volta 6 em diante, a pista estava totalmente seca e eu sentia-me confiante – a aposta valeu a pena! Mas o resultado de hoje não é apenas graças a esta decisão, é também graças  ao ritmo que mostramos nestas condições. Depois do Safety Car, com Ferrari, Red Bull e Mercedes na frente,  fiquei super animado! Foi uma corrida incrível, e senti-me tão confortável no carro hoje que cruzar a linha em P7 é um grande resultado.”

 

Kvyat:

“Tivemos uma falha hidráulica que ainda precisa ser investigada e, portanto, tive que parar o carro. Pouco antes, estávamos com dificuldades com  os pneus macios e foi difícil mantê-los à temperatura ideal… éramos um alvo fácil para todos que estavam com Supersofts. Não foi a mais fácil das corridas, isso é certo! Por outro lado, mostramos que temos andamento e podemos ser mais fortes daqui para a frente . Temos de agarrar os pontos quando as oportunidades surgirem. No geral, estou muito feliz… é pena pois tivemos azar hoje, mas essas coisas acontecem e temos apenas de aceitá-las! Estamos  bem e isso faz-me sentir muito confiante – temos o ritmo certo e estou ansioso pela próxima corrida, onde vamos voltar mais fortes! “

Carlos Sainz – Nota 9

Daniil Kvyat – sem nota

Toro Rosso – Nota 8

 

 

Haas – Os primeiros pontos já estão no bolso

Magnussen foi o homem do dia com uma gestão de pneus perfeita. O dinamarquês esteve  muito bem e conseguiu e conseguiu manter os pneus de boa saúde, o que a sua estratégia exigia e conseguiu assim o 8º lugar. Grosjean teve um dia para esquecer, pois perdeu muito tempo atrás de Palmer, levou um toque de Ocon e caiu muito na tabela e só depois da segunda paragem é que voltou a encontrar um ritmo eficaz… mas o mal já estava feito e não foi além do 11º lugar.

Magnussen:

“Foi uma boa corrida, e diverti-me. Tive um bom carro durante toda a corrida, mas fiz um arranque muito mau, então tive de recuperar e puxar mais. Fui capaz de cuidar dos pneus dianteiros, o que era fundamental. A corrida foi realmente bem gerida pela equipa. Foi uma boa estratégia sair com supersoft após os intermédios. É preciso lutar muito mais para ultrapassar mas também temos mais aderência o que permite usar trajectórias diferentes o que torna tudo muito mais divertido.”

 

Grosejan:
Ontem correu mal, com um piloto a bater mesmo a minha frente e hoje voltou a acontecer o mesmo. No recomeço Ericsson estava muito longe do carro da sua frente e por isso fiquei logo longe demais . Depois também levei um toque do Ocon e perdi parte da asa dianteira. Acabei atrás do Palmer e perdi muito tempo aí e quando o consegui passar, consegui colocar boas voltas mas já era tarde. Acho que tínhamos andamento para mais.

Kevin Magnussen: Nota 8

Romain Grosjean: Nota 6

Haas: nota 7

 

Force India – O carro está fraco mas os pilotos garantem

No papel, o carro da Force é muito bom mas na realidade os números não batem certo… problemas de correlação dizem eles. É quando no túnel de vento temos bons números mas na realidade não acontece. E o carro da Force India parecia bom mas os pilotos, principalmente Pérez, têm  dito o contrário e em pista o cor de rosa não tem sido muito vistoso. Mas mais uma vez os pilotos conseguiram acabar nos pontos, o que é importante nesta fase em que o carro não está bem. Se não perderem muitos pontos agora poderão tentar ameaçar a Williams pelo 4º a meio da época… se encontrarem soluções.

Pérez:

“Foi uma corrida entretida e com um bom resultado. O meu arranque foi mau e perdi muitas posições e depois tive um toque com Stroll, que não me viu chegar. O momento chave foi a troca para pneus slicks na altura certa e os supersoft foram a melhor opção. Consegui encontrar um bom ritmo passando Kvyat e Massa. Acabamos onde merecíamos em relação ao andamento do carro”

 

Ocon:

Acabar no top 10 é bom mas acho que poderíamos ter feito melhor. Houve uma confusão inicial e passei pela via das boxes sem trocar de pneus o que me custou 15 segundos. Podíamos ter feito melhor não fossem as confusões iniciais mas agora é olhar em frente e a pista do Barhain é um traçado que conheço, ao contrário destas duas primeiras provas, e tenho boas memórias de lá

Sergio Perez: Nota 8

Esteban Ocon:  Nota7

Force India: Nota 7

 

Williams – Um dia mais cinzento que o tempo de Xangai.

Deu tudo errado! Stroll ficou fora de prova cedo sem culpa, depois de um toque que o colocou fora de pista e depois do Safety Car, Massa nunca mais se entendeu com os pneus e perdeu muitas posições. Tantas que acabou  fora dos pontos, longe do habitat natural da equipa. Foi um fim de semana mau que relembra um defeito antigo dos Williams… quando chove a sua performance diminui muito.

 

Massa:

“Estou muito desapontado hoje. Patinei muito na largada, e depois atrás do safety car, tivemos cinco voltas lentas  e os pneus  ficaram completamente frios. Não  fui capaz de pilotar da melhor maneira, porque parecia que estava sobre gelo. Esta foi a pior parte, perdemos muito tempo e muitas posições. Depois tentamos arriscar e parar antes dos outros para ver se poderíamos passar adversários e manter o ritmo mas não consegui. Devemos continuar a tentar fazer o que fizemos na primeira corrida, na Austrália, e na qualificação aqui. Agora vamos olhar para frente e nos concentrar no Bahrain “.

Stroll:

“Fui atingido por trás na curva 10 e  foi o fim da minha corrida. Eu estava na frente, sabia que a curva era minha. Foi lamentável. O carro ficou danificado, provavelmente com um furo e suspensão partida. Temos alguns pontos positivos a tirar deste fim de semana, como a qualificação que foi boa, mesmo a corrida não foi o que queríamos. Ainda estamos nas primeiras provas e haverá muito mais oportunidades. Estou agora ansioso pelo Bahrain, no próximo fim de semana e é nisso que estou concentrado agora. “

Felipe Massa: Nota 5

Lance Stroll : sem nota

Williams: Nota 4

 

Parte I com Mercedes, Ferrari e Red Bull Aqui

Parte III com Renault, Sauber e McLaren aqui

 

Fábio Mendes

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