F1 – GP de Espanha: Antevisão

A F1 regressa a casa! É o que podemos dizer depois de 4 corridas longe das bases das equipas. A “casa espiritual” da F1 é a Europa e o primeiro GP em solo europeu é sempre um ponto de viragem no campeonato. Acabado o primeiro périplo “fora de portas”, as equipas regressam assim para perto das fábricas e depois de 4 corridas a acumularem dados, Barcelona costuma ser palco de muitas mudanças nos carros. É aqui que as máquinas testam no inverno e é aqui que a primeira grande vaga de melhorias acontece. E embora seja incomum acontecer, pode dar-se mudanças na ordem das equipas, com algumas melhorias a darem vantagem.

 

O Circuito de Barcelona foi construído em 1991, por altura dos Jogos Olímpicos de Espanha, quando a politica do desporto nacional espanhola mudou radicalmente, dando frutos agora em todos os desportos e todas as categorias. Em 92 uma prova de ciclismo foi realizada nesta pista no âmbito dos jogos olímpicos. A pista fica situada em Montmeló, a norte de Barcelona. A pista é sobejamente conhecida pelas equipas que aqui testam no inverno e como tal as afinações poderão ser relativamente mais fáceis de obter, embora os carros tenham evoluído entretanto. É uma pista que favorece os melhores chassis a nível aerodinâmico e é um dos grandes testes à qualidade do trabalho feito pelos departamentos técnicos nessa área, graças as curvas médias e rápidas.

 

Pontos de Interesse:

 

As melhorias – A grande maioria, senão todas as equipas do grid, irão apresentar pacotes de melhorias nos carros. Há muita curiosidade em ver as novas peças e as novas ideias surgirem mas há uma equipa em especial que está a criar grande expectativas. A Red Bull afirmou que Barcelona seria o palco do surgimento de alterações profundas ao RB13. Os rumores são tantos que se fala numa versão B ou até de um RB14 tal as diferenças com o monolugar que tem ido para as pistas até agora. No entanto só quando o carro for para a pista é que teremos uma ideia e só depois da qualificação poderemos ter a certeza se o carro é realmente um passo em frente ou apenas uma versão melhorada, cujo foco deverá estar na maior estabilidade do eixo traseiro, onde a falta de apoio aerodinâmico tem prejudicado os pilotos.

A Renault também anunciou que vai apresentar uma asa traseira nova, depois de ter introduzido na Rússia uma nova asa dianteira que resultou bem, com outras melhorias todas ao nível do chassis.

A Haas vai testar novas soluções e vai regressar aos travões da Brembo, depois da experiência na Rússia com os travões CI não ter sido 100% satisfatória, com o desgaste apresentado a ser superior ao visto nos Brembo.

A Force India já resolveu os problemas de correlação do seu túnel de vento e apresentará em Barcelona um novo fundo plano que deverá melhorar muito o comportamento do carro.

 

McLaren deverá apresentar algumas modificações no chassis, mas as grandes mudanças serão sempre do ponto de vista da fiabilidade da unidade motriz, sem no entanto esperar ganhos significativos.

Há também a Mercedes e a Ferrari, cujas alterações poderão também ser fulcrais para o resto da época. Para já as equipas estão ao mesmo nível e o campeonato está renhido. Mas um truque pode fazer a balança pender para um dos lados.

A Mercedes espera apresentar uma versão mais leve do W08 que tem estado um bocado acima do limite mínimo regulamentar e os flechas de prata terão colocado o carro sob dieta rigorosa (principalmente a caixa de velocidades que estava 6 kg acima do desejado o que perturbava o equilíbrio do carro). Do lado da Ferrari haverá algumas alterações ao nível aerodinâmico mas nada ao nível da unidade motriz que tem “queimado” mais turbos que o desejável já com ambos os pilotos a usarem o 3º turbo quando só podem usar 4 por ano. Mas deverá ser a equipa de topo a trazer menos melhorias (a equipa introduziu novas asas e novo fundo plano por altura do Barhein) 

 

Os rumores de Vettel  – O tetra-campeão tem sido motivo de falatório pelas vitórias e pelo seu futuro. Nestes dias tem surgido o rumor que o alemão poderá rumar à Mercedes em 2018. Eddie Jordan afirmou mesmo que há um acordo assinado entre Vettel e a Mercedes. Se a Ferrari apresentasse o mesmo nível do ano passado, não teríamos dúvidas que a ida de Vettel para a Mercedes poderia ser o grande golpe do mercado para 2018. Mas normalmente um piloto não troca de equipa quando esta está a ganhar. E Vettel trocar a Ferrari que evoluiu muito num ano, por uma Mercedes será sempre um passo arriscado. Niki Lauda não colocou água na fervura e deixou o futuro em aberto e Vettel (como seria de esperar) diz que neste momento só está focado na Ferrari. Estamos apenas em Maio e a Silly Season começou em grande.

 

Os finlandeses – Estão ambos nas equipas de topo, estão ambos numa situação complicada. Bottas venceu na Rússia e poderá ter com isso resfriado as intenções da Mercedes de trocar de piloto para 2018, mas se Vettel quiser dar o salto para os flechas de prata, Bottas pode ficar em apuros. E Kimi, continua sem mostrar o mesmo andamento de Vettel o que poderá ditar a sua saída no final deste ano. É verdade que andamos a dizer isto há um ano, mas achamos que o Iceman já não é o que era e que a Ferrari beneficiava com uma troca.

 

Ajuda para os míopes: A FIA e a FOM mudaram os regulamentos na ultima reunião de forma a que as equipas coloquem os números e os nomes do pilotos de forma maior e mais visível nos carros para facilitar a identificação dos pilotos. Pelos vistos os capacetes e os números existentes nos carros não era suficiente. Para nós é uma falsa questão e, tirando os Force India, cujos capacetes são muito iguais, todos os pilotos são facilmente identificáveis. Mas pronto… nada contra.

 

A batalha no meio do pelotão – Se a batalha pelo titulo está ao rubro, no meio do pelotão as coisas estão melhores ainda. A Williams tem provavelmente o 4º melhor carro mas os problemas de Stroll estão a prejudicar a equipa, a Force India (que apresentará um pacote de melhorias significativo) está em 4º mas tem beneficiado de excelentes exibições tanto dos pilotos como dos estrategas da equipa, a Haas tem tido bastante azar e tem carro para mais, a Toro Rosso tem sido também fustigada com problemas de fiabilidade e a Renault está a crescer de corrida para corrida. Está tudo muito próximo e muito bom de seguir.

 

Melhorias no motor Renault  adiadas – A Red Bull terá de esperar para ter um motor à medida das suas ambições… os franceses adiaram a introdução dos novos elementos do ERS que estava prevista para o Canadá. Os niveis de fiabilidade dos elementos não estão ainda no ponto e a Renault prefere esperar e fazer as mudanças mais tarde.

 

Curiosidades – Grosjean perdeu o direito de ser o primeiro a testar as melhorias do carro por causa de uma moeda. A equipa atirou a moeda ao ar para decidir quem testaria primeiro as actualizações e a sorte calhou a Magnussen. Só no sábado a equipa terá material para os dois carros e por isso nos dois treinos de sexta será Magnussen a testar as novas soluções com o francês a lamentar a sua falta de sorte.

 

 

Horários:

 

Números da pista:

Comprimento de pista: 4.655 Km

Nº de voltas: 66

Distância total: 307.104km

Volta mais rápida em corrida: Kimi Raikkonen 2008 1: 21:670

Volta mais rápida: Rubens Barrichello 2009 1:19:954

Consumo de combustível por volta: 1.7kg

Nível de Downforce: elevado

Pneus: 

 

Traçado da pista:

 

Onboard da pista:

 

Recordações:

 

 

 

 

Fábio Mendes

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