WRC – A oportunidade que faltava a Mikkelsen

Andreas Mikkelsen é piloto a mais para o WRC2… sem querer desprestigiar os restantes concorrentes. Escrevemos isso mesmo, muitas vezes e parece (queremos acreditar que os franceses tiveram em conta a nossa opinião!) que a Citroën partilha a nossa visão. E como tal, toca a chamar Mikkelsen para pilotar um Citroën C3 WRC de fábrica no Rali da Sardenha, a próxima prova do mundial.

E o que significa isso?
Com a chegada de Andreas Mikkelsen/Anders Jaeger, Stéphane Lefebvre e Gabin Moreau não vão à Sardenha, embora a equipa anuncie já os seus regressos para a Polónia. As recentes prestações dos pilotos da marca francesa, que lembramos deixou de forma oficial o WTCC para se focar em exclusivo no WRC, depois de ter estado a desenvolver este carro, deixam muito a desejar, sendo o elo mais fraco, Lefebvre.

Para já, Kris Meeke é intocável, mas os demasiados abandonos e acidentes, devem de começar a custar engolir aos gauleses, pelo que preparar um plano B, pode ser benéfico. Meeke está sob pressão, assim como Lefebvre, embora o piloto mais experiente e de quem se espera mais, seja realmente o britânico.

Craig Breen faz a sua segunda época no WRC, a primeira com a equipa oficial. É até agora, o mais bem classificado dos 3 pilotos da marca, em 7º no campeonato com com 43 pontos. Participou em 5 ralis, tendo desistido na Argentina e o melhor lugar que arrecadou esta época foi o 5º lugar. É um piloto para os pontos… não parece ter para já, o lugar muito ameaçado.

Para Mikkelsen é o desejado regresso à categoria máxima do WRC. O ex-piloto da Volkswagen pré-Dieselgate, tem competido em alguns ralis com o Skoda Fabia R5 (excelente carro para o WRC2). Por acaso, em Portugal podia e devia ter ganho com facilidade, mas capotou na última especial  e entregou assim  a vitória a Tidemand. 

O norueguês, que já tinha testado antes do Rally de Portugal com a Hyundai, tem a oportunidade de ouro para o seu regresso definitivo ao WRC. Pode não ser este ano, mas com a pressão de resultados dentro da Citroën e com o potencial de Mikkelsen, o regresso a full time ao escalão máximo do campeonato é exequível.

foto: Skoda Motorsport

Yves Matton é claro na justificação da escolha de Mikkelsen para Sardenha: “Após as seis primeiras provas da temporada, parece que os resultados do Citroën Total Abu Dhabi WRT caíram um pouco abaixo das metas estabelecidas no início do ano. Ao mesmo tempo, Andreas Mikkelsen tem procurado activamente um regresso na categoria de topo do WRC. Por conseguinte, chegámos a um acordo para competir no Rally Italia Sardegna com um dos nossos C3 WRC. Acho que posso dizer que estamos todos encantados com esta oportunidade! Andreas tem uma boa dose de experiência neste rali, o que não é o caso para nós, já que não competimos na Sardenha no ano passado. Dado a sua preparação limitada, Andreas não terá um alvo específico para o rali. Queremos agradecer à FIA e à Skoda Motorsport por terem concordado com esta mudança e ao Stéphane Lefebvre, que está a deixar o seu lugar neste rali. Esta mudança não é um castigo, nem se trata de questionar o nosso investimento em jovem pilotos. A decisão destina-se apenas a maximizar as hipóteses da Citroën. Stéphane aceitou que era necessário colocar a equipa em primeiro lugar neste caso; ainda estará na Sardenha para participar no recce e, em seguida, estará no Rally da Polónia. “

foto: @t world/André Lavadinho

Já Andreas Mikkelsen está bastante contente com esta oportunidade. “Não é segredo que estou à procura de uma solução para me manter a competir na categoria superior do WRC desde o final da temporada de 2016. Estou, portanto, muito feliz por me juntar à Citroën Total Abu Dhabi WRT no Rally Italia Sardegna. A Citroën tem um impressionante recorde competitivo no WRC e estou muito satisfeito por poder trabalhar com uma equipa como esta. Quando ganhou o rali em asfalto na abertura da temporada, o Citroën C3 WRC mostrou que tem potencial e parece estar a fazer progressos regulares. Estou ansioso para fazer os testes e depois começar a trabalhar na preparação para o rali. Vou, sem dúvida, ter pouco tempo com o carro, mas o principal para mim, é estar de volta.”

 

Andreas Mikkelsen completou 82 ralis e conta com 3 vitórias no WRC, todas aos comandos do Volkswagen Polo R WRC.

foto de destaque: Skoda Motorsport

Pedro Mendes

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