TCR – O que aprendemos com Salzburgring?

É o que todos os fãs de corridas automóveis querem: bons pilotos, muitas ultrapassagens, toques e suspense até ao fim da prova. Esta é a fórmula de sucesso do TCR International Series, mas Salzburgring foi algo decepcionante. Houve toques, ultrapassagens, mas a corrida 1, principalmente essa, foi fraca e marcada pelo grave acidente de Rob Huff.

Será Salzburgring a melhor pista?

Começamos logo pelo aspecto negativo do fim de semana. 3 acidentes, dois deles muito graves que poderiam ter outro desfecho, caso os chassis actuais não fossem tão seguros como são. Começou pelo acidente de Tassi, que pura e simplesmente enviou o Honda da M1RA para a sucata. Uma saída em frente, quase no mesmo sítio de Huff, que na corrida 1, bateu forte nas protecções do circuito, já depois de ter atravessado a gravilha a alta velocidade e de uma boas cambalhotas dentro do Golf da Leopard. Tudo por causa de um furo e que obrigou o britânico a ficar de fora da corrida seguinte e com um braço ao peito.

O seu colega de equipa, Jean-Karl Vernay também bateu na mesma corrida. Não conseguimos apurar o que se passou, mas a verdade é que Vernay pode estar em risco para este próximo fim de semana e não competiu na corrida 2 da Áustria.

Estes acidentes, aliados à falta de pontos de ultrapassagem, leva-nos a perguntar se esta pista será a melhor para o TCR, uma série de carros de turismos, onde os toques são prato do dia. As ultrapassagens que vimos, foram ou na entrada da curva 9, o tal sitio onde Huff bateu, ou na travagem para a curva 1, uma chicane meia manhosa.

Pelo que parece, alguns pilotos do pelotão, não ficaram muito convencidos com o desenrolar do fim de semana, pelo que podemos ter algumas mudanças para o ano. Veremos!

Grande trabalho da M1RA

Todos nós sabemos o trabalho intenso que as equipas têm durante uma época. O trabalho extra dos mecânicos e engenheiros da M1RA tiveram, depois de receber um novo chassis da JAS para Tassi poder competir no sábado e domingo, foi recompensado com o 1-2 da corrida 2. Colciago venceu, com Tassi em 2º, ainda tendo algum trabalho para ultrapassar e defender-se de Comini, que sabemos ser agressivo q.b.. Tassi tem 17 anos e tem o seu maior desafio da carreiro este ano, mas foi aposta do seu compatriota e dona da equipa, Norbert Michelisz. Um piloto com qualidade, sabe reconhecer outro.

Com um carro do zero, Tassi respondeu bem e com isso deve ter agradecido bastante à equipa, assim como, deve ter sido reconhecido o seu mérito. Foi uma tripla vitória para uma equipa que até com o máximo de lastro no carro de Colciago, conseguiu vencer… o italiano disse que foi sorte… não nos parece!

Segunda vitória de Borkovic

O gigante sérvio venceu novamente uma corrida do TCR, depois de ter vencido no Bahrain, Aliás, os vencedores da ronda do Bahrain, repetiram-se na Áustria. Borkovic venceu com mérito na corrida 1, embora Pepe Oriola tenha levantado algumas questões acerca dos turbo dos Alfa e dos Opel, que foram prontamente desmentidas pelos responsáveis de cada equipa. O poder do motor do Alfa Romeo Giulietta é reconhecido e foi mais forte na primeira corrida. Kajaia não esteve no seu melhor, mas Borkovic emendou e celebrou mais uma vitória.

No entanto, não foi constante e na corrida 2 abandonou, com uma saída de pista, que nos pareceu evitável (não vimos nada de mais, mas temos uma mente aberta quanto às saídas de pista neste circuito).

Acabou o fim de semana com 29 pontos somados, ocupando agora o 5º posto do campeonato.

Sem vitórias, Comini saiu líder

3 pontos a mais que Colciago. É esta a diferença entre o líder Comini e o segundo classificado, que até venceu a corrida 2. Stefano Comini tinha avisado que estava no campeonato, para revalidar o título e que tinha a força mental que outros pilotos não tinham, aludindo logo na ronda inicial do TCR ao adversário e ex-colega de equipa, Vernay. Assim parece, já que veio com tudo para cima de cada adversário em ambas as corridas. E ainda podia ter sido mais feliz, se tivesse conseguido partir melhor da grelha na corrida 2.

Na corrida 1, foi o principal animador de uma corrida amena. Tentou furar por todos os lados e só não conseguiu ultrapassar Mat’o Homola para lutar com Borkovic. Terminou essa corrida sem um pneu numa das jantes, mas como o SC estava em pista, ignorou os pedidos da equipa para vir à box, com a ideia que a corrida seria encurtada. Teve razão e garantiu o 3º posto, que repetiu na corrida 2.

Somou 30 pontos na Áustria, o melhor que algum piloto conseguiu nos 3 dias de prova.

 

A próxima ronda do TCR International Series é já neste próximo fim de semana em Hungaroring. Esperamos mais bons momentos passados com estes pilotos e carros.

 

Chicane Motores

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