Fábio Mota: “Vila Real é fundamental”

Depois da apresentação do 47º Circuito Internacional de Vila Real, ontem, o piloto Fábio Mota, presente nesse evento, aceitou sentar-se connosco e falar um pouco antes de regressar à acção no circuito transmontano.

(entrevista completa, no final do artigo)

Fábio Mota é actualmente 6º no ETCC, mas para o piloto, que teve mais uma boa experiência em Nordschleife, “a época não começou da melhor maneira. Monza foi um fim de semana difícil, nunca conseguimos ter o andamento dos 5 primeiros, que era a nossa expectativa. Tivemos alguns percalços com a preparação do carro, possivelmente uma pré-época não tão bem conseguida como seria de esperar. Na Hungria já conseguimos mostrar um bom potencial, principalmente em chuva, onde tivemos sempre nos 3 primeiros e em seco tivemos o 4º tempo dos treinos cronometrados, que nos foi retirado por excedermos os limites de pista. Isso condicionou-nos o resto do fim de semana.”

 

Na terceira ronda da competição, em Nürburgring, “estivemos fortes desde os primeiros treinos. Conseguimos mostrar consistência, como prova o 3º lugar na Corrida 1 e o 2º lugar na Corrida 2, com a volta mais rápida assegurada, ainda longe do segundo melhor tempo. É sinal que estamos no caminho certo e que podemos chegar fortes a Vila Real e concentrados na obtenção de um resultado dentro dos 5 primeiros, mas sempre com a preferência de obter um pódio.”

Depois da ronda alemã, num circuito difícil, vem Vila Real. “Vila Real é outra pista que exige conhecimento. Eu felizmente, tenho esse conhecimento e acho que esse andamento [o da Alemanha] é para continuar. A incógnita será o desfecho do campeonato, Zolder e Most, que são duas pistas completamente desconhecidas para nós. Aí será importante ter a oportunidade de testar para dar continuidade aos bons resultados. Vila Real é fundamental. Se quisermos ambicionar terminar este campeonato nos 5 primeiros, que é o nosso objectivo, (…) obviamente que a época fica comprometida, porque Zolder e Most são dois capítulos totalmente desconhecidos.” 

E quais são os principais adversários, tanto em Vila Real como no restante calendário? “Tenho 4 ou 5 grandes adversários. Tenho um Petr Fulin campeão europeu, com uma experiência de corridas acima da média, (…) com uma equipa a trabalhar unicamente para ele, isso também é importante; o Stefanovski que andou muito bem no ano passado em Vila Real, até ter o acidente. que está super motivado com o resultado em Nordschleife, com um carro de 0Km, oferecido pela SEAT Macedónia no início da época (…); para além do Schreiber, que tem o patrão chamado Peter Rikli, que trabalha para o campeonato dele e isso é fundamental.” 

O esforço de Fábio Mota em Vila Real, não está apenas dentro do carro, mas também fora dele. “Este fim de semana tem um acréscimo. Os pedidos de patrocinadores, amigos e família são inúmeros. Todos os dias aparece alguém a pedir uns passes, pedir 5 minutos do teu tempo para estar contigo e eu tenho todo o prazer que o fim de semana se torne especial para quem me segue.”

“Quase acompanhei todo o processo para o Zé fazer o ETCC em Vila Real. Sou um ponto de comunicação dentro do ETCC, por ser a segunda época, e providenciei alguns contactos que o Zé explorou e bem.”, declarou Mota sobre José Rodrigues, que o irá acompanhar no pelotão da taça europeia de carros de turismo. Acerca de um terceiro piloto nacional no pelotão da competição, Mota acredita que irá confirmar-se, mas “está nos segredos dos deuses, mas sei que estão a trabalhar para isso e acho bem.”

Sobre o que sentiram os pilotos do ETCC na primeira vinda a Vila Real e ao Circuito Internacional de Vila Real, Fábio Mota confidenciou-nos que: “O ETCC desconhecia Vila Real. O pessoal de Vila Real foi impecável, acho que deu o mesmo mérito aos pilotos do europeu, como aos do mundial e isso é de louvar. Nem sempre os pilotos do europeu são reconhecidos e no meu entender, nós trabalhamos muito para defender este projecto (…) e muitas das vezes não temos o tratamento devido (…). Por isso, Vila Real consegue oferecer uma plataforma muita amiga para nós, pilotos do ETCC. (…) Um alemão até levou uma bandeira portuguesa amarrada à cintura para o pódio!”

 

Fotos: Ricardo Fontelas
Texto: Pedro Mendes

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