ETCC – Fábio Mota: Quando desistir não é opção!

No desporto, tal como na vida, é preciso ter capacidade de encaixe e de superação. É essa capacidade de diferencia os bons dos excelentes. Temos vários exemplos de que poderíamos falar mas por enquanto, falaremos de Fábio Mota, piloto do ETCC que por algum motivo, cada vez que chega a Vila Real fica sem a sorte do seu lado.

 

O ano passado foi duro para Mota mas ele soube sair de cabeça erguida e com o respeito de todos. Este ano esperava-se que o guião fosse diferente… com um final mais feliz e tudo apontava para isso. Mota vinha de um bom resultado em Nordschleife, estava motivado e tinha máquina para se sair bem em Vila Real. Preparou tudo para que o fim de semana corresse de feição.

E as coisas até que começaram bem, com o piloto a ser mais cauteloso nos treinos mas conquistando um positivo 3º lugar na qualificação, o que lhe abria as portas para um bom resultado. Até que ao fim do dia de sábado o pior aconteceu e saiu a penalização por não ter ido as pesagens nas qualificações, o que o atirou para o último lugar. Um erro que pode parecer primário mas que pode acontecer e aliás já é recorrente este ano no ETCC (será falha dos pilotos ou da sinalização? Não sabemos).

O domingo iria começar de forma difícil mas havia a hipótese de chegar ao 8º ou 7º lugar, o que daria a chance do piloto português sair da linha da frente e tentar a sua sorte na corrida 2. Mas Fábio Mota queria mais… arrancou de 12º e depressa saltou para o meio da tabela. Ao contrário de tentar jogar pela melhor posição para o grid da corrida 2, Mota puxou, deu sempre o máximo e já se sabe que quem anda assim, está no fio da navalha e arrisca-se.

Um erro na curva 1 originou um toque mais violento nas protecções e danificou o Leon, quando ocupava o 5º lugar. O carro aguentou até ao final da corrida mas já cruzou a linha de meta em 7º. Os danos do carro obrigaram a trabalhos extra e atiraram o piloto novamente para último lugar do grid.  E quando se preparava para repetir a dose, e já se encontrava em 7º, a corrida foi interrompida prematuramente.

Honestamente começamos a achar que o kit do Leon de Mota para Vila Real deverá passar a incluir um trevo de 4 folhas e uma pata de coelho. Mas no meio disto tudo ficou-nos na memória a recuperação da corrida 1 e a vontade de dar espectáculo. Se fossemos nós, teríamos gerido a primeira corrida e tentado encontrar a melhor posição para a corrida 2, mas Mota quis mostrar que era rápido e que o fundo da tabela não era onde deveria estar. Quis dar espectáculo aos milhares que o viam e por isso merece o nosso apreço. Errou é certo, ninguém é imune ao erro (ele próprio será o primeiro a reconhecê-lo) mas quis dar o máximo sempre, sem pensar em estratégias e mostrou que é possivel ultrapassar em Vila Real. São estes pilotos que nos fazem ir às pistas e gostar de corridas. Há muitos anos atrás, um senhor conhecido utilizou a expressão “pure driving”. Foi o que Fábio Mota fez… prego a fundo, tentar dar o máximo, sem pensar em mais nada. Obrigado por isso.

 

Fábio Mendes

Fotos: Ricardo Fontelas

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