F1 – Haverá alguém melhor em qualificação que Hamilton?

Lewis Hamilton foi o mais rápido na qualificação do GP da Malásia de hoje. O britânico aproveitou bem a falta de Sebastian Vettel na sessão e foi mais forte que Kimi Räikkönen e Max Verstappen. O finlandês bem tentou, mas falhou o assalto à pole. Já Max, o aniversariante do dia, conquistou o 3º posto, mas o Red Bull parecia mais lento que os Mercedes e o Ferrari. Ainda assim, bateu Valtteri Bottas, que esteve francamente mal na Q3, depois de ter estado em bom nível durante grande parte da sessão. Ricciardo ofereceu quase 0.5 seg a Max como prenda de aniversário.

 

Muito podemos aferir pela qualificação, embora se espere chuva para a corrida de amanhã, podendo tornar a corrida ainda mais emocionante.

Bad luck Seb!

Há azares que fazem parte do automobilismo e Seb Vettel sabem bem o que é isso. Na FP3 o Ferrari teve problemas de motor, obrigando a Scuderia a trocar o ICE (motor de combustão) por precaução e conseguindo fazer isso sem penalizar o piloto na grelha de partida, uma vez que a Scuderia ainda podia usar uma unidade sem ser penalizada. Vettel saiu para a Q1 quase ao mesmo tempo que os restantes pilotos (fantástico trabalho dos mecânicos), mas foi Sol de pouca dura, já que ainda a meio da primeira volta o piloto noticiou por rádio que tinha problemas, sendo obrigado a regressar ao interior da box. Ainda se pensou que pudesse voltar, mas nada disso. Sairá do último lugar da grelha, se entretanto não existirem penalizações a outros pilotos. Um problema no turbo pode estar na raiz da falha.

O que significa isso para a luta pelo título? Partir de último pode parecer mau para Seb, mas para o alemão menos alemão do Mundo, partir de último e garantir uma boa posição final não é novidade. Será difícil, ainda para mais se chove e se apanhar Alonso nos seus dias, ou Gasly a querer mostrar-se. A Ferrari poderá trocar a Unidade motriz por completo e assim ficar em vantagem para as próximas rondas.

Motores Ferrari em desvantagem?

Os pilotos eliminados na Q1 pilotam monolugares com unidades motrizes da Ferrari. Se já era “normal” esperar a eliminação dos Sauber, a eliminação dos dois Haas é preocupante, depois de Magnussen ter garantido o 13º melhor tempo na última sessão de treinos livres. Em 2016 na mesma pista, Grosjean e Gutierrez (piloto entretanto substituído por Magnussen) qualificaram-se em 12º e 13º, respectivamente. Em corrida o final foi outro, com os dois pilotos a terem problemas nos seus monolugares e a terem de desistir, mas ficou na memória a boa prestação dos Haas na Malásia.

foto: Haas F1 Team

É normal assumir que, com um motor melhor que o de 2016, num circuito em que a velocidade de ponta é imprescindível, os carros equipados com motores italianos estivessem melhor colocados, mas só Kimi Räikkönen se safou da Q1, não contando com o infortúnio de Vettel. O chassis pode ser o maior culpado com a Haas a admitir que as agulhas estão claramente viradas para 2018 e que o chassis actual não produz o apoio aerodinâmico necessário. Mas ainda assim é um resultado pobre.

McLaren melhor que Williams

Que os Williams não andam na sua melhor forma já o sabíamos e que os McLaren-Honda estão melhores que no início da temporada, também o sabíamos (seria difícil não estar), mas que as duas equipas estivessem tão longe uma da outra na Malásia, nunca nos passou pela cabeça. Numa pista que puxa tanto pelos motores, o Honda poderia estar em desvantagem, mas Vandoorne e Alonso trataram de mostrar o contrário.

 

Massa e Stroll ficaram-se pela Q2, enquanto os McLaren chegaram à Q3 e obtiveram o 7º lugar da grelha para o jovem Vandoorne e o 10º para o talentoso Alonso. Não foi fácil para os dois pilotos chegarem a estas posições, tendo na Q1 e na Q2 obtido tempos muito próximos dos pilotos que ficaram pelo caminho, mas é espantoso como Stoffel Vandoorne chega à Q3 e faz um tempo melhor que Pérez e Hulkenberg, dois pilotos que até há bem pouco tempo, estavam a anos-luz dos McLaren.

Perto do final da relação com a Honda é que os resultados começam a aparecer? Continuamos a dizer que o motor Honda irá dar resultados consistentes, mas a McLaren, que construiu um excelente chassis, tem por obrigação de lutar com os homens da frente. Para já, parece que ficam numa boa posição por lutar por dois lugares no top 10 na corrida da Malásia, isto se tudo correr bem com os motores! E se ao nível de performance de motor não houve grandes melhorias, significa que o chassis da McLaren está ao nível dos melhores e com um motor Mercedes, estariam por certo na luta pelo titulo.

Hamilton, o génio das qualificações

Começamos esta análise com a pergunta “Haverá alguém melhor que Hamilton nas qualificações?”. Continuamos com essa dúvida, porque parece sobrenatural que um piloto que tenha conseguido tempos fracos, para aquilo que se esperava dele, nas sessões de treinos, tenha chegado à qualificação e tenha envergonhado os senhores da Ferrari. Claro que a equipa tem a sua quota parte de “culpa”, mas as voltas de Hamilton, tirando uma ou outra situação, foram de uma limpeza incrível. Bottas com o mesmo carro não o conseguiu e até desiludiu na Q3, com um tempo atrás dos dois Red Bull e do Ferrari.

O que faz Hamilton ser tão bom em qualificação? O carro é um dos motivos, a equipa é outro deles. Lewis Hamilton conseguiu hoje a sua 70ª pole da carreira, sendo a sua maioria na Mercedes e só por aí se vê a importância da equipa e dos modelos que são construídos em Brackley, no entanto pela McLaren o britânico conseguiu 26 pole position, numa das alturas em que a equipa passeava classe nas pistas. Hamilton é muito poderoso em voltas rápidas, comprovável também, pelas primeiras voltas de qualquer GP. O piloto tem algumas pequenas falhas, como por exemplo tem que perseguir um adversário durante algum tempo, mas quando lhe dão via verde para acelerar, Hamilton é tremendo. Essa é a maior justificação para as suas 70 pole position.

Hoje ajudou o facto de não ter Vettel na qualificação, mas pelo poderio que demonstrou durante a manhã, temos algumas dúvidas se o britânico não teria feito o mesmo que acabou por fazer.

A corrida amanhã começa às 8h de Portugal Continental, com a expectativa de ver alguns duelos interessantes no meio do pelotão e para saber se Vettel consegue chegar à frente da corrida.

Já agora, não se esqueçam de votar!

 

 

Pedro Mendes

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