F1 – GP do México: Verstappen vence e Hamilton volta a fazer história

O efeito Kvyat voltou a fazer-se sentir. O russo foi encostado e Verstappen voltou a vencer. Beneficiou das “escaramuças” que ele próprio iniciou nas primeiras curvas, danificando a asa dianteira de Vettel que, propositadamente ou não, deu um toque a Hamilton, que originou um furo. Os candidatos ao titulo caíram para as últimas posições e a partir daí Verstappen limitou-se a gerir a corrida, uma vez que Bottas não foi uma ameaça.

O grande destaque foi obviamente para as recuperações de Vettel e Hamilton, mas a tarefa do alemão era ingrata pois tinha de chegar ao 2º posto para adiar a festa do britânico. Conseguiu um excelente 4º lugar mas não evitou o inevitável. Hamilton sagrou-se campeão do mundo pela 4ª vez

Destaques

Lewis Hamilton – ganhar na F1 não está ao alcance de todos, ganhar 4 títulos e bater recordes está apenas ao alcance de predestinados. O homem pode ter um gosto duvidoso nas roupas que usa, na música que ouve ou na forma como se apresenta, mas não há duvidas que é um dos melhores de sempre. É desde que entrou na F1 um dos mais rápidos em qualificação e desde que se mudou para a Mercedes, cresceu mentalmente e é agora capaz de dar a volta a situações mais complicadas ou de maior pressão. Por vezes parece que é ele próprio que se coloca nessas posições, talvez para que o seu foco seja sempre máximo. A luta com Vettel foi renhida até as férias do Verão… a partir daí Hamilton recuperou a liderança e não mais saiu de lá. Contou com a preciosa ajuda da Ferrari mas foi sempre dos mais regulares em pista. Justo campeão.

 

Sebastian Vettel – Esta escapou-lhe entre os dedos. É uma novidade pois o alemão não costuma facilitar quando assume a liderança do campeonato. Mas os azares, os erros da Scuderia  e dele próprio complicaram as contas. O ponto fulcral do ano foi a segunda passagem pela Ásia. Singapura, Malásia e Japão eram na teoria pontos fortes da Ferrari mas na prática foram apenas pontos perdidos. Vettel deu luta, nunca baixou os braços e é um digno vencido.

Mercedes – 4 vezes campeões do mundo de construtores é o sinal claro que esta era turbo-híbrida é completamente dominada pela Mercedes. E já se sabe que junta uma estrutura forte, com o melhor motor, um dos melhores chassis e um dos melhores pilotos, as vitórias são quase inevitáveis.

Ferrari – Perderam a oportunidade de voltar a festejar. Mas voltaram a mostrar a força da Scuderia. Depois de vários anos como “outsider” e a jogar para as migalhas, este ano assumiu-se como candidata e lutou até ao fim. Não foi perfeito, mas é um ano que deve orgulhar os responsáveis da Ferrari, pela recuperação feita depois de um 2016 mau. Acreditamos que o chassis Ferrari é ligeiramente superior ao Mercedes e que não fossem as falhas técnicas, a Ferrari ainda estaria a discutir o titulo. Seria um passo atrás fazer rolar cabeças por este insucesso. A equipa precisa da estabilidade que nunca teve nos últimos anos e precisa de manter Arrivabene, que é uma das chaves do sucesso. Há motivos para olhar o futuro com optimismo.

 

Red Bull – Excelente prestação dos Bull. O carro esteve em elevado nível durante todo o fim de semana, e Verstappen mostrou novamente que é já um dos grandes nomes da F1. Ricciardo está a ter o azar do seu lado e desistiu novamente da corrida, mesmo depois de ter direito a um motor novo.

Force India – Somos fãs desta equipa. A capacidade que mostram de se superarem é fantástica e hoje provaram novamente que fazem grandes omeletes com os poucos ovos à disposição. Mais uma  excelente corrida de ambos os pilotos. Ocon foi o melhor e tem sido de uma consistência e qualidade impressionantes. Não podemos esquecer que é o primeiro ano a tempo inteiro do francês. É outro que vai dar que falar.

Renault – Um fim de semana mau em vários sentidos. Perderam uma oportunidade de ouro de se aproximarem do 5º lugar, o objectivo traçado pela equipa, os motores franceses não gostaram dos ares do México e revelaram uma fiabilidade pouco recomendável a este nível, embora tenham visto Verstappen levar o seu carro ao primeiro lugar. A Renault vai precisar de fazer melhor.

Williams – Lance Stroll foi 6º (com alguma sorte à mistura) e Massa foi 11º (com uma estratégia pouco conseguida). São este tipo de resultados que levam os responsáveis da equipa a ponderar cada vez mais dispensar Massa. Parece cada vez mais certo que são as suas últimas corridas na F1.

Magnussen – O Haas era provavelmente o carro menos forte do fim de semana a par do Sauber. Magnussen tratou de colocar o seu carro em 8º. Excelente corrida.

Toro Rosso – Já não bastava ter pilotos pouco preparados, fruto das circunstâncias e não por falha própria, e ainda juntam a isso uma fiabilidade miserável. Não pode acabar bem.

 

Fábio Mendes

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