F1 – Estão escolhidos os pilotos para 2018

A espera finalmente terminou. O segredo mais mal guardado de 2018 acabou de ser revelado e Sirotkin é o escolhido para a última vaga disponível na F1. Claramente uma desilusão para quem achava que iria ser Kubica o escolhido mas a vida é feita de desilusões. Assim, estão escolhidos os 20 nomes que irão estar no grid mais desejado do mundo… as novidades são poucas e no geral vai ficar quase tudo como estava no final de 2017.

 

Mercedes

Tudo na mesma no reino dos campeões. Vamos continuar a ter “bling blings” de um lado e pouca conversa do outro da garagem dos flechas de prata. Para quê mudar quando a fórmula existente deu resultados? De Hamilton, nada a dizer. O homem continua muito forte e é neste momento o piloto em melhor forma. Se tiver um Mercedes ao nível dos anteriores, o penta pode estar a caminho. Bottas por seu lado, está com a faca ao pescoço. Se fizer mais uma época como a de 2017, será por certo o adeus à Mercedes. Para ficar vai ter de mostrar muuuito mais, até porque há nomes bem interessantes na calha para a Mercedes. Bottas é muito bom, mas não se adaptou bem ao carro e o psicológico terá também pesado. Esperemos que comece 2018 de cabeça limpa e mostre do que é capaz. Uma boa dupla para uma equipa de top.

 

Lewis Hamilton – 208 GP; 62 vitórias; 72 poles; 117 pódios; 4 títulos mundiais de F1

Valtter Bottas – 97 GP; 3 vitórias; 4 poles; 22 pódios

 

Ferrari

Na Scuderia ficou também tudo na mesma. O título escapou por culpa própria, mas os italianos ficaram animados com os progressos e se continuarem a crescer como até agora, o vermelho poderá ser a cor da moda este ano. Vettel esteve muito bem em 2017, tirando as partes em que perdeu a calma em pista e a razão no rádio. O alemão mais latino de que há registo, teve a calma típica de um italiano no trânsito de Roma. Esses excessos custaram caro, ao que se juntaram falhas mecânicas imperdoáveis para uma equipa que luta pelo título. Vettel está de regresso aos bons velhos tempos e a forma honesta como reage até nos levou a gostar um pouco mais dele, mas é claramente um aspecto a evitar este ano. Arrivabenne já tem a “Super Nanny” de plantão, caso Seb volte a ultrapassar os limites. Mas esperemos que mantenha o nível e a luta com Hamilton seja ainda melhor.
Kimi parece ter gosto em contrariar-nos. Há 2 anos que dizemos que vai ser a última época e Iceman insiste em ficar. Não tem sido brilhante (raramente tem mostrado essa faceta desde que regressou a Maranello) e fica-nos a sensação que a Ferrari lucrava mais com outro piloto. Mas o ambiente na equipa é bom, por isso vão tentar atacar o caneco mais uma vez, com a dupla do ano passado. Parece um bom plano.

 

Sebastian Vettel – 206 GP; 47 vitórias; 50 poles; 99 pódios: 4 títulos mundiais de F1

Kimi Raikkonen – 273 GP; 20 vitórias; 17 poles; 91 pódios 1 titulo mundial de F1

 

Red Bull

São jovens, têm talento, têm piada e cada vez mais fãs. São o sonho molhado de qualquer responsável por marketing e dos melhores pilotos do mundo. A dupla da Red Bull vai manter-se mais um ano e é justo afirmar que não lutaram ainda pelo título porque não tiveram motor para isso. Provavelmente a situação não será muito diferente este ano. Ricciardo é o Sr. Sorrisos, aquele amigo bem disposto que só diz e faz asneiras. Num Paddock que costuma ser bastante cinzento, a postura positiva e a atitude de Ricciardo contrastam tanto quanto a roupa de Hamilton numa festa de gala. Em pista, no entanto, é feroz, não tem medo de ir à luta e além disso não comete erros. Falta-lhe um pouco mais de velocidade em qualificação para ser um verdadeiro candidato. Já Max é fogo, é irreverência e talento. O rapaz tem usado a postura de Ricciardo em seu favor e para angariar mais fãs, ele que chegou como estrela e com isso viu algumas pessoas torcerem o nariz. Tem um talento tremendo e precisa apenas de medir melhor quando arriscar e pagar para ver. Os grandes campeões não se fizeram com uma atitude apenas “flat out”. É algo que a experiência por certo trará. A melhor dupla da F1? Provavelmente.

 

Daniel Ricciardo – 137 GP; 5 Vitórias; 1 pole; 27 pódios

Max Verstappen – 60 GP; 3 vitórias; 11 pódios

Force India

Esteban Ocon colocou há pouco tempo imagens do seu treino e do seu “caparro”. Uma espécie de aviso para Perez, não vá ele ter ideias. Até agora têm imitado na perfeição o clima de guerra fria… ninguém assume a agressão, mas ninguém quer dar parte fraca. Perez era “El Patron” na Force porque Hulkenberg de alguma forma nunca conseguiu fazer melhor, mas foi preciso um Esteban, que fala francês, para dar cabo do sossego do mexicano. A verdade é que este Ocon é muito bom, tal como Perez e o único problema foi que os egos não cabem lado a lado em pista. A equipa teve de intervir para parar a sangria de pontos e o ambiente arrefeceu, mas vai bastar um toque mais duro para que tudo volte ao que era. Mas que a Force tem aqui uma dupla muito catita, isso tem e ambos com vontade de ir para outras paragens (legitimamente, pois têm talento para isso). A concorrência vai ser muito mais forte mas ao nível de pilotos estão garantidos.

 

Sergio Perez – 137 GP; 4 pódios

Esteban Ocon – 29 GP

 

Williams

Stroll e Sirotkin. A dupla de pilotos mais improvável de 2018. Para uma equipa que pretende manter-se no top 5, o ano começa de forma pouco convincente. Não duvidamos do talento de Stroll e Sirotkin, que já mostrou ser um piloto capaz, mas é juntar a pouca experiência do canadiano que ainda tem muito que crescer, com a experiência nula do russo. É uma escolha ao nível do que seria previsível numa equipa de fim de tabela. A bem da verdade, a escolha não era muita. Kubica no seu tempo era um prodígio, mas até que ponto está preparado para uma época de F1? Di Resta foi mal aproveitado no seu tempo, mas já vai um pouco tarde para regressar à F1. Se calhar a equipa escolheu o mal menor. Não faria mais sentido renovar com Massa? Talvez, mas eles saberão melhor que nós. Para já, é aparentemente a dupla mais fraca do ano, tendo em conta claro, que estamos a falar da Williams.

 

Lance Stroll – 20 GP, 1 pódio

Sergey Sirotkin

 

Renault

Os franceses querem regressar ao topo e têm a dupla ideal para isso. Hulkenberg precisa apenas de uma consulta no Prof. Bambo para afastar o azar, pois talento não lhe falta (talvez precise de ser um pouco mais aguerrido em certas situações). É inconcebível que um talento com tantos títulos antes de chegar à F1 ainda não tenha chegado ao pódio uma vez sequer. Foi o melhor piloto da Renault, algo que as prestações de Palmer facilitaram sobremaneira, mas tem agora um concorrente à altura. “Carlitos” é bravo, tem talento e vai longe no grande circo. Se Carlos Sainz quiser mudar de patrão vai para a Red Bull, se não, fica na Renault (não parece muito mau, pois não?). Tem mostrado qualidade para estar no topo e este ano terá material mais condizente com a sua valia… esperemos nós. Excelente dupla, das melhores do grid.

 

Nico Hulkenberg – 135 GP

Carlos Sainz – 60 GP

 

Toro Rosso

É a primeira vez que a Toro Rosso vai ter um bi-campeão do mundo como piloto. Hartley chega à F1 10 anos depois de ter sido despachado à boa maneira de Marko e vem provar que até na F1 há segundas oportunidades (boa deixa para quem quiser convencer uma ex). Somos apreciadores do talento de Hartley, mas temos algumas dúvidas se vai conseguir dar-se bem na F1. Em teoria sim mas…
Já Gasly é daqueles que não engana. Muito talento e uma possível estrela do futuro. Chega à equipa certa para crescer sem pressão e mostrar tudo o que pode fazer… que é muito!

 

Pierre Gasly – 5 GP

Brendon Hartley – 4 GP

 

Haas

Os dois “patinhos feios” da F1. Grosjean é conhecido pelas horas extras que dava aos mecânicos da sua equipa e dos adversários e ultimamente tem desenvolvido uma postura de queixinhas nada positiva. Magnussen é aquele rapaz que não se mistura com a malta, gosta tanto das conferências quanto o Kimi e será recordado pela inspiradora frase “chupa-me os…”, vocês sabem. Se falarmos apenas de talento os rapazes não são”mancos” nenhuns, mas pela postura ou pelo passado, são algo subvalorizados (também não são sobredotados, mas são opções sólidas para qualquer equipa de meio de tabela). Têm o que é preciso para que a Haas alcance os objectivos traçados.

 

Romain Grosjean – 122 GP; 10 pódios

Kevin Magnussen – 60 GP; 1 pódio

 

McLaren

“É desta!”. Sabemos que estamos em Janeiro quando os fãs da McLaren usam esta expressão, que tem invariavelmente resultado em desilusão. Mas as mudanças parecem ser positivas e há de facto motivos para estar optimista. Quanto aos pilotos nada mudou… Alonso mantém o lugar e o estatuto. O talento do espanhol é reconhecido pelos responsáveis da equipa de Woking e pode ser a chave do sucesso a curto prazo e como tal tudo é feito para ele estar de bem com a vida. Indy500? Sim senhor, podes ir, nós ajudamos e a Honda também (errmmm… pois). 24h de Daytona? Sem problema, o patrão tem dois carros e podes ir experimentar? Le Mans? Porque não? Um unicórnio? Podemos tentar! Alonso parece ser peça chave da equipa, que vê nele mais do que um piloto de F1 e já faz planos para o endurance com Nando como cabeça de cartaz. Zak Brown é um tipo inteligente e está a fazer muito bem à McLaren… pelo menos achamos nós e já estivemos errados antes. E Alonso em forma é dos melhores em qualquer lado. Vandoorne é também um rapaz cheio de qualidade que começou mal em 2017, mas já deu mais provas do que pode fazer no final. Se perder a vergonha e mostrar o que nós pensamos dele… vai ser uma das estrelas sem dúvida alguma.

 

Fernando Alonso – 291 GP; 32 vitórias; 22 poles; 97 pódios; 2 títulos mundiais

Stoffel Vandoorne – 20 GP

 

Sauber

Há aquela anedota do cavalo que foi parar no cimo de uma árvore. Ninguém sabe como foi lá parar, nem faz sentido estar lá. Agora acrescentem 4 anos em cima da árvore. Faz menos sentido não é? Marcus Ericsson está na F1 desde 2014 e não tem feito muito para justificar a aposta. Mas o homem vai ficar mais uma época na equipa. Era Wehrlein melhor que Ericsson? Achamos que sim, mas quem somos nós? A verdade é que o sueco ainda não cometeu erros muito graves. Mas momentos de grande qualidade… também não nos lembramos. Já Charles Leclerc tem tudo para dar bons momentos aos fãs. O novo prodígio da Ferrari dizimou a concorrência na F2 e conquistou por mérito próprio a vaga na F1. Já é o segundo francófono que sai do programa de jovens da Ferrari com grande futuro à frente. Um deixou-nos infelizmente cedo de mais, mas esperamos que este possa fazer tanto ou mais do que tínhamos imaginado ao seu antecessor. Tem qualidade para isso.

 

Marcus Ericsson – 76 GP

Charles Leclerc

 

 

 

Fábio Mendes

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