F1 – GP da Malásia: Antevisão

Iniciamos a recta final do campeonato do mundo de F1, que regressa ao continente asiático, mais concretamente à Malásia. A prova mudou de data este ano, pois era habitualmente uma das primeiras do calendário, sendo disputada anteriormente no mês de Março, ou início de Abril. É a 16ª jornada de um campeonato que está ao rubro e que promete ainda mais emoção!

60 Km a sul de Kuala Lumpur situa-se o circuito internacional de Sepang, palco do GP de F1 deste fim-de-semana.

Desenhado pelo alemão Hermann Tilke, sendo o seu primeiro projecto de raiz (também responsável pelos traçados de Shanghai, Bahrain, Turquia, Valência, Singapura, Abu Dhabi, Coreia, Índia e Austin), foi inaugurado em Março de 1999, recebendo nesse ano em Abril o Moto GP e em Outubro a F1 , sendo um palco habitual das disciplinas de maior renome.

O circuito de 5.5 Km, com 15 curvas é largo, com uma mistura de curvas lentas e curvas rápidas, que irão colocar à prova a afinação da aerodinâmica e dos travões. As duas grandes rectas permitirão ver um pouco mais da velocidade máxima dos novos monolugares. A chuva é convidada habitual neste traçado, proporcionando corridas/qualificações emocionantes e imprevisíveis, uma vez que o mau tempo costuma ser severo.

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A pista sofreu uma repavimentação e alterações ligeiras o que irão melhorar o espectáculo. As entradas para a curva 1, 4, 7 e 9 foram alisadas, pois anteriormente a zona de travagem tinha muitas irregularidades no asfalto o que dificultava a tarefa dos pilotos, algo que foi corrigido agora. Também as zonas de drenagem de água foram repensadas e melhoradas de forma a facilitar a remoção da água na pista e evitar as aquaplanagens, típicas deste traçado e a curva 15 sofreu uma ligeira alteração (foram melhoradas as escapatórias e o “relevé” da curva foi alterado, sendo agora uma curva “off-camber” ou seja a zona interior da curva é mais elevada que a exterior. Isso irá obrigar os pilotos a usar novas trajectórias para tentar as ultrapassagens.

 

Pontos de interesse:

A luta Hamilton vs Rosberg inicia um novo capítulo. Os 8 pontos que separam os dois pilotos são pouco mais do que nada e este final de época promete muita emoção… e lutas em pista. Rosberg é neste momento o homem mais forte. Ao contrário dos outros anos em que nesta fase Hamilton parecia o alvo a abater, em 2016 temos um Rosberg forte, confiante e preparado para a luta. Conseguiu recuperar a distância que tinha para Hamilton e anímicamente está muito melhor que o britânico que ainda assim tem mantido a calma e a compostura. Quem levará a melhor na Malásia? Dificil de prever pois Hamilton apenas venceu uma vez neste traçado e Rosberg ainda não provou o champanhe nesta parte do globo.

 

Ferrari continua a correr atrás do prejuízo. Em condições normais esta fase tinha tudo para ser uma época de sorrisos para a Scuderia. Vettel é o grande especialista de Singapura e é o piloto que mais vezes venceu na Malásia. Mas os erros da equipa sucedem-se e a juntar a um carro que não evoluiu como desejado, a Ferrari tem juntado erros na estratégia que tem custado pontos preciosos à equipa. Raikkonen mantém-se como piloto mais forte nesta fase e Vettel está a ter uma época parecida à de 2014 em que acumulou azares, embora tenha estado a errar menos do que nesse ano. A corrida de Singapura foi boa para o alemão e talvez essa injecção de moral faça o tetra-campeão dar algo mais de si. Mas não se espera vida fácil.

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Red Bull de sorriso rasgado. A equipa iniciou 2016 com expectativas baixas mas tem melhorado muito e ocupa agora o 2º lugar do campeonato de construtores. É a 2ª vez em 3 anos que a Red Bull consegue disfarçar um motor menos competitivo e consegue chegar à vice-liderança da F1. É claramente a equipa mais forte e aquela que melhor consegue dar a volta a momentos de crise. Ter um Newey a desenhar carros também ajuda muito e para 2017, se o motor Renault for tão bom quanto os rumores apontam… a Mercedes que se prepare. Ricciardo  tem sido presença habitual nos pódio mas ainda não conseguiu chegar ao lugar mais alto do pódio em 2016. A pista malaia não é a mais indicada para que tal aconteça pois a longas rectas vão fazer a balança pender para os carros prateados mas se chover pode ser que o australiano tenha hipóteses. Vertappen está numa fase mais discreta. Depois da chegada arrasadora, o holandês não tem sido capaz de fazer melhor que Ricciardo. É normal e não é nada de preocupante. A todo o momento Mad Max pode voltar a brilhar.

 

No meio da tabela Force India mantém-se na frente mas a Williams está apenas a um ponto e esta luta pelo 5º posto irá durar até ao final. O traçado poderá benficiar os Williams mas a Force tem sido muito consistente e tem os pilotos em melhor forma. Mais uma batalha para seguir de forma atenta. Mais abaixo a McLaren tem praticamente o 6º lugar assegurado pois a Toro Rosso não tem motor para fazer frente à equipa britânica, o que é uma pena pois o chassis da STR merecia um motor muito melhor como se viu em Singapura. A McLaren afirmou que em 2017 terá um motor para fazer frente à Mercedes, mas este optimismo já é antigo e os resultados práticos apenas agora se começam a fazer sentir. O carro está muito melhor e são esperadas mudanças no motor já na Malásia para chegar ao Japão na máxima força possivel. Esperemos que sejam melhorias palpáveis.

No final da tabela temos a Renault já a preparar a época 2017, com Palmer a aproveitar aquelas que deverão ser as últimas corridas na F1 e com Magnussen ainda no limbo, sem saber se será escolhido. Seguem atrás de uma inalcançável Haas que tem praticamente garantido o 8º posto o que é excelente mas que continua sem mostrar evoluções que permitam algo mais. Os problemas de travagem de Grosjean (problema esse antigo) parecem estar resolvidos mas só em pista se saberá. A Manor tentará manter-se na frente da Sauber com o ponto conquistado por Wehrlein a valer o 10º lugar à equipa mas  a equipa suíça pode ter ainda uma palavra a dizer.

Dados da pista:

 

Comprimento da pista: 5,543km

nº de voltas: 56

Distância de corrida: 310,408Km

Consumo por volta: 1,7 Kg

Nível de apoio aerodinâmico: Elevado

Volta mais rápida num GP: Juan Pablo Montoya  1:34:223 2004

Volta mais rápida:  Fernando Alonso, 2005, 1:32:582

Pneus para 2015: Médios e duros e macios

Horários:

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Traçado da pista:

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Onboard da pista:

No ano passado foi assim:

 

Fábio Mendes

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