WRC – Neuville “mata o borrego” e vence na França

Finalmente… o belga aproveitou os erros dos outros além de mostrar um andamento forte e venceu  o seu primeiro rali… devia ser a 3ª vitória mas ainda vem a tempo de animar as contas.

 

O dia de hoje tinha apenas 2 especiais. Depois de no primeiro dia Meeke ter liderado e mostrado a força do C3, o segundo dia deu-nos um Neuville em brasa e rapidíssimo aproveitando a falha do motor de Meeke para passar para a frente enquanto Ogier nunca foi capaz de superar o andamento dos homens da frente lutando como podia.

Hoje a primeira especial carimbou o destino do rali. Neuville geriu e disse que não arriscou num troço a descer bastante técnico. Ogier no entanto perdeu muito tempo e até o segundo lugar para Sordo. O francês recusou dizer porque foi tão lento (provavelmente problema no ECU) mas foi visto a trabalhar no seu Fiesta pouco depois. O ritmo apresentado no final da especial equiparou-se ao dos rivais por isso ou o francês errou ou o Fiesta complicou-lhe a vida.

Sordo continuava às escuras, sem entender se estava a pilotar bem ou não no entanto tinha a possibilidade de fazer uma dobradinha se tudo corresse bem na Power Stage.

Breen continuou o seu bom rali passando para 4º, ultrapassando Latvala, embora não tenha tido a prestação desejada. Paddon era 6º na geral e Mikkelsen 7º mais de 1 minuto de Suninen. É pecado este piloto num R5

Assim para SS10 tinhamos um Neuville com 1 minuto de vantagem, a querer exorcizar os fantasmas do passado, um Sordo que podia garantir uma dobradinha à Hyundai, um Ogier lixado, com F maiusculo a querer compensar na Power Stage e um Breen em 4º a tentar defender-se de Latvala.

 

Na SS10 a luta pelo WRC2 ficou depressa resolvida… Suninen estava longe e segurou o 2º lugar e Mikkelsen ganhou na categoria com uma dobradinha para a Skoda que continua a dominar a categoria secundária do WRC e apresenta um R5 muito competitivo. 

 

No WRC Tanak começou por fazer melhor que Evans e Paddon teve uma especial complicada com uma saída de pista e muito espectáculo, com uso e abuso do travão de mão alegrando os fãs de ralis.  O neozelandês estava frustrado e resolveu vingar-se no carro. Nós agradecemos! Seguiu-se Latvala que tratou de baixar a marca de Tanak colocando-se como um dos tempos a ter em conta para a Power Stage… pela maneira como estava notava-se que tinha dado tudo. Breen seguiu-se e ficou apenas a 2.1 de Jari garantindo assim o 4º lugar para a Toyota apenas por 0.1 seg. 

Ogier acabou a Power Stage a abanar a cabeça claramente descontente com algo, não sendo capaz de bater o tempo de Latvala por 0.8 seg. O francês queixou-se de falta de potência, falta de anti-lag, problemas no travão de mau… com uma lista tão grande parece que este pódio se deve apenas ao talento do francês.

Sordo estranhamente não conseguiu segurar o 2º lugar caindo para 3º lugar. O espanhol nunca esteve satisfeito mas mesmo assim conseguiu o pódio.

Restava Neuville que podia meter o braço de fora e apreciar a vista para garantir a 3ª vitória na carreira e foi o que ele fez, sem arriscar e sem dar hipóteses ao azar.  Vitória mais que merecia de um piloto que teve a sua dose de azar, aprendeu lições da pior maneira mas que tem qualidade e talento para lutar pelo título e levar este Hyundai a bom porto.

Nas contas da Power Stage Latvala foi o mais rápido seguido de Ogier, Breen, Sordo e Neuville.

4 ralis, 4 vitórias… este WRC está bom de se assistir!

Resultado da Power Stage e geral:

 

Destaques:

M-Sport – O carro é competitivo sem dúvida e tem bom andamento, mas a fiabilidade não está no ponto e não são raras as vezes que o Fiesta deixa ficar mal os seus pilotos. Evans sofreu muito com problemas técnicos, Tanak também e Ogier provavelmente não lutou pela vitória no último dia pelo mesmo motivo dada a lista gigante de problemas que teve. Ao nível de pontos, Ogier garantiu mais um 2º lugar o que não é nada mau, mas não é o que ele quer, pois ele anda no WRC por vitórias… a M-Sport tem de resolver isso rapidamente.

 

Toyota – Um rali menos forte  do que tínhamos previsto. Esperávamos mais da Toyota mas Hanninen continua em maré de azar e Latvala nunca teve andamento para os homens da frente depois de um primeiro dia muito mau. Mas o processo de aprendizagem é mesmo assim e não se pode esperar nem exigir que vençam sempre. Valeu pela Power Stage e um 4º lugar conquistado por uma unha.

Citroen – A força do C3 começa a fazer-se notar mas a fiabilidade deixou a desejar. O líder deixou de o ser com um problema no seu motor  (novo para 2017 e provavelmente com trabalho ainda pela frente) mas Breen mostrou bom andamento e os francês estão a recuperar terreno. A máquina tem potencial e Meeke está a subir de forma. A dupla Meeke/ Breen pode render muito pontos

 

Hyundai – Finalmente Neuville. Depois dos já muitos falados erros nos primeiros ralis, o belga consegue a sua vitória (4 ralis 4 vencedores diferentes). O belga mereceu a vitória pelo segundo dia em que deu tudo e arrasou a concorrência e aproveitou a desistência de Meeke. Sordo teve um rali pouco relaxado em que nunca esteve realmente confortável mas a sua qualidade e experiência garantiram um excelente resultado para o espanhol e para a equipa ao nível de pontos.

Fábio Mendes

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