F1 – GP do México:  Análise às equipas (Parte I)

A F1 voltou ao México e encontrou  um ambiente fenomenal. Fãs sedentos de F1 encheram o Autódromo Hermanos Rodrigues e mostraram que quando a F1 vai para onde há fãs, o espectáculo é garantido, mesmo que a corrida desiluda um pouco. As cenas que se viram no pódio foram fantásticas, com os pilotos a ouvirem os seus nomes serem entoados um por um. Uma atmosfera perfeita. Se a F1 fosse para onde é realmente amada, cresceria com toda a certeza.

 

Mercedes: Nico voltou ao 1º lugar

Foto: Mercedes
Foto: Mercedes

Um desempenho autoritário do alemão que dominou de ponta a ponta o fim de semana (ou pelo menos as partes que realmente interessavam). Fez o melhor tempo na qualificação e não deu margem a Hamilton na corrida. Sempre que o britânico forcou o andamento, o alemão respondeu de forma a ficar sempre fora de problemas. O único erro que comenteu, no reatamento da corrida depois do Safety Car não custou nada a Rosberg uma vez que Hamilton também tinha tentado uma linha diferente da normal. Se Rosberg estivesse assim todos os fins de semana, Hamilton não tinha tido um ano tão tranquilo. Lewis ainda teve uma hipótese de tentar a vitória e ameaçou desobedecer à equipa, que jogou pelo seguro mandando parar ambos os carros quando já tinha uma vantagem considerável. Hamilton tornou publico o seu descontentamento e seria interessante ver se realmente conseguiria vencer assim. Mas em ritmo de corrida acusou a ressaca da festa.

Nico Rosberg: 9

Lewis Hamilton: 8

Mercedes: 10

 

 

Williams: A vingança é um prato que se serve frio

foto: Steven Tee
foto: Steven Tee

A longa recta da meta parecia ser o local indicado para os Williams tentarem um ataque ao pódio. Mas apenas Bottas o conseguiu. O finlandês mostrou de novo a sua qualidade, sendo no entanto bafejado pela sorte, pois a tarefa de passar os Red Bull tornou-se mais complicada do que inicialmente previsto. Ainda assim conseguiu subir ao pódio e dar um chega para lá a Kimi. Na verdade Bottas não tem muita culpa no toque. Estava por dentro na curva e Kimi sabia disso. Nas repetições vê se Bottas a bloquear as rodas na tentativa de travar (não serviria de atenuante se a culpa fosse dele mas notou-se que não houve intenção de dar o troco a Kimi). Não foi uma manobra Kamikaze. Foi uma tentativa de ultrapassagem e Kimi não deu o espaço suficiente. Mais um excelente desempenho de Bottas a contrastar com o do seu colega de equipa. Massa ficou atrás dos Red Bull e não teve a capacidade de se evidenciar. Sofreu com o desgaste dos pneus traseiros e nunca teve andamento para mais. Esperavamos mais de Massa.

Valtteri Bottas: Nota 8

Felipe Massa: Nota 6

Williams: Nota 7

 

 

Red Bull: Sem motor para mais

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Foi um desempenho muito positivo dos Red Bull. Na verdade não se esperava muito mais e os Bull´s mostraram a suas forças e fraquezas. Na parte sinuosa do traçado foram muito fortes mas na grande recta, a diferença de andamento para os carros com motores de topo fez se sentir muito. Kvyat esteve impecável. O russo teve a melhor prestação do ano e fez uma corrida muito sólida. Ainda sonhou com o pódio mas não tinha velocidade de ponta para que isso se concretizasse.  Mas superou o seu colega de equipa e cumpriu à risca tudo o que lhe foi pedido, levando Horner a dizer que com o seu desempenho assegurou o lugar na Red Bull para 2016, caso estes tenham motor. Já Ricciardo esteve longe do que pode fazer. Nunca foi capaz de igualar o ritmo de Kvyat e passou pelo México de forma mais discreta do que certamente desejaria.

Daniil Kvyat: Nota 8

Daniel Ricciardo: Nota 7

Red Bull: Nota 8

 

 

Force India: Que excelente 2ª metade de época!

Foto: Facebook Force India
Foto: Facebook Force India

Nós bem avisamos que a Force India iria ser um caso sério na segunda metade de 2015. Não chega para os pódios é certo, mas a equipa tem apresentado um desempenho sólido. No México voltou a acontecer e a equipa pode estar satisfeita com os pontos conquistados. Hulkenberg ficou desta vez na frente de Pérez. Mas a entrada do Safety Car deu-lhe um jeitão, ele que já estava a ficar “curto de pneus” e conseguiu assim uma paragem de “borla”. Mas quem mais uma vez se evidenciou foi Pérez. A jogar em casa e com 350000 pessoas a olharem para ele,não se atemorizou e foi frio, mantendo a compostura mesmo no final, quando já tinha os pneus nos “arames” e mesmo assim segurou gente com pneus novos. É claramente um dos melhores de 2015. Como cresceu “Checo”! Está um senhor piloto. Não é o espectacular e pouco ajuizado piloto que arriscava a ultrapassagem quando via uma nesga de espaço. Está mais calmo e continua a poupar pneu como ninguém.  O seu talento voltou a aparecer e com isso os resultados para a Force India.

 

Parte II da análise aqui

 

Fábio Mendes

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