Verizon IndyCar Series – Honda Indy Grand Prix of Alabama (resumo)

A IndyCar teve uma segunda corrida na segunda semana consecutiva. Foi a vez do circuito de Barber Motorsports Park em Birmingham, Alabama receber o campeonato.

Simon Pagenaud (#22) realizou a pole position, seguido por Will Power (#12), com Josef Newgarden (#21), o vencedor nesta pista em 2015, a qualificar-se bem, em 3º, e Scott Dixon (#9) em 4º.
Os pilotos com motor Honda sofreram bastante. Destacou-se pela negativa Ryan Hunter-Reay (#28), em 18º, mas se houve alguém que ficou incrédulo com a sua qualificação foi Juan Pablo Montoya (#2), que irá ficar algum tempo a tentar perceber como é que foi possível qualificar-se no 21º e último lugar…

A primeira largada foi abortada porque Mikhail Aleshin (#7) foi tocado por Carlos Muñoz (#26) e fez um pião contra Jack Hawksworth (#41).

Após algum tempo de espera, a corrida começou com Pagenaud a superiorizar-se a Power, com Newgarden em 3º.
Scott Dixon fez um pião na curva 5 e caiu para último, com Sébastien Bourdais (#11) a dar-lhe um toque. O francês teve que parar para reparar a asa dianteira.
No final da primeira volta, Newgarden fez uma ultrapassagem musculada a Power na curva 14, chegando ao 2º lugar.

Nas primeiras voltas, Pagenaud tentou isolar-se do resto do pelotão mas o grande destaque ia para Juan Pablo Montoya, que já tinha recuperado nove posições em cinco voltas.

Vários pilotos mais atrasados começaram a parar nas voltas 14 e 15, incluindo Scott Dixon, que teve uma estratégia diferente para tentar ganhar posições, colocando os pneus duros. O neozelandês voltou à pista lado a lado com Bourdais, o responsável pelo seu atraso, e levou a melhor.
Quanto aos pilotos da frente, Will Power parou mais cedo para tentar ganhar vantagem a Newgarden, na volta 19. O seu adversário parou na volta seguinte e foi passado por Power, que colocou rapidamente temperatura nos pneus macios.
Pagenaud foi dos últimos a parar, na volta 21. Quando voltou à pista tinha cerca de quatro segundos de vantagem para Power.

A situação na frente da corrida manteve-se estabilizada nas voltas seguintes, com Pagenaud a manter três segundos de diferença para Power, que por sua vez tinha dois para Newgarden, e Rahal já se chegava à traseira do carro da Ed Carpenter Racing.
A cavalgada de Montoya continuava, com o colombiano a subir ao 7º posto, já na frente do seu companheiro de equipa, Hélio Castroneves (#3). Scott Dixon, esse, tinha muito mais trabalho, em 14º.

Newgarden manteve o 3º lugar até à volta 39, quando os seus pneus macios já estavam a dar as últimas contra os pneus duros e mais frescos de Graham Rahal (#15), que estava agora no 3º lugar. E foi por esta altura que começou a segunda ronda de paragens nas boxes.

A luta pelo 5º lugar também estava ao rubro. James Hinchcliffe (#5) parou na volta 42, veio com pneus mais quentes do que Tony Kanaan (#10) e conquistou o 5º lugar, passando o brasileiro por fora na curva 5.

Pagenaud continuava com tranquilidade na frente da corrida, parou na volta 44, colocou pneus duros e regressou ao comando, com pouco mais de dois segundos de vantagem para Power, e a diferença ficou em pouco mais de um segundo porque Pagenaud ainda levou algum tempo para colocar a temperatura ideal nos pneus.

A partir da volta 52, Conor Daly (#18) começou a dar sérias dores de cabeça a Pagenaud, não querendo perder uma volta para o líder. Isto permitiu que Power ficasse perto de Pagenaud e Rahal, devagar mas consistentemente, aproximava-se deste grupo.

Mais atrás, Montoya passou Hinchcliffe e subiu para a 5ª posição, com um toque à mistura que, felizmente, não causou estragos para ambos os carros.

A corrida teve o seu momento-chave nas voltas 66. Will Power parou e colocou pneus duros, numa paragem que foi lenta.
Na volta seguinte, Pagenaud e Rahal também pararam, colocando pneus macios, e o francês continuou na frente da corrida, mas com Rahal já em 2º lugar. Rahal superiorizou-se a Power nas boxes.

À entrada das últimas 20 voltas, Pagenaud tinha uma liderança mais confortável do que anteriormente, com 4.4 segundos sobre Rahal e 8.2 para Power.

Para as últimas voltas, Pagenaud voltava a ter problemas para dobrar vários carros à sua frente. Rahal aproveitou, ficou cada vez mais perto e a 10 voltas do final da corrida já estava a meio segundo de Pagenaud. Era de esperar uma luta feroz até ao final.

Na volta 82, Rahal ficou suficientemente perto na reta entre as curvas 5 e 6 para usar o Push to Pass. Rahal meteu-se por dentro de Pagenaud e tocou-lhe na travagem para a curva 7. Rahal já estava numa posição em que não podia abortar a manobra, Pagenaud tentou fazer a curva, não dando espaço a Rahal e o toque foi inevitável, porque na secção na curva 7 era extremamente difícil fazerem a curva lado a lado. O resultado: Pagenaud foi para a relva e Rahal ficou na liderança da corrida, ambos com ligeiros danos nas asas. A direção de corrida considerou este toque um incidente de corrida.

Pagenaud não estava disposto a desistir e manteve-se muito perto da traseira do Dallara Honda à sua frente.
Quatro voltas depois, com Jack Hawksworth na frente deles, Pagenaud mostrou-se na curva 3, atacou por fora na curva 5 e Rahal ainda conseguiu manter a posição, apesar de ter partido a asa ao tocar na traseira de Hawksworth.
Com o carro de Rahal com mais dificuldades aerodinâmicas, Pagenaud atirou o carro por dentro na curva 14 e retomou a liderança, e desta vez não deu hipótese a Rahal para esboçar uma resposta.

Após uma luta emocionante, Simon Pagenaud conseguiu a sua segunda vitória consecutiva, que lhe permite aumentar bastante a liderança no campeonato, com 48 ontos de vantagem para Scott Dixon.

Graham Rahal conduziu um carro totalmente imprevisível nas últimas quatro voltas e acabou a corrida no 2º lugar. A vitória esteve muito perto mas Rahal foi demasiado agressivo nos momentos decisivos.
Na última volta, Will Power não aguentou a pressão e cedeu o lugar mais baixo do pódio para Josef Newgarden.

Vindo do último lugar, Juan Pablo Montoya terminou num belíssimo 5º lugar, James Hinchcliffe fez uma prova regular em 6º, Hélio Castroneves não foi além do 7º lugar, Tony Kanaan poderia ter feito melhor do que o 8º lugar, com dificuldades na borracha mais dura, Charlie Kimball (#83) foi 9º e Scott Dixon tentou limitar as perdas, acabando no 10º lugar.

O campeonato vai seguir para Indianápolis, com o mês de maio dedicado à 100ª edição das 500 Milhas, mas antes disso temos o Grande Prémio de Indianápolis no circuito interior, que usa parte da oval, a 14 de maio. 15 dias depois serão as 500 milhas.

Resultados do Honda Indy Grand Prix of Alabama

Jorge Covas

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