F1 – GP do México: Análise às equipas

 

Depois de termos falado brevemente sobre a “barracada” do 3º lugar que envolveu Verstappen, Vettel e Ricciardo vamos passar à análise habitual das equipas. Foi uma corrida que passou de algo aborrecida para electrizante em poucos instantes, mas na verdade a corrida teve pouca acção e poucas ultrapassagens. Na frente Hamilton esteve numa liga aparte.

 

Mercedes: Cortar caminho para a uma vitória sem espinhas

Hamilton foi novamente rei e senhor da corrida. A pole foi uma obra de arte e um atestado a sua fulgurante rapidez em pista. As coisas iam correndo mal no início da corrida, com o erro na travagem para a curva 1, motivado por um disco de travão não convenientemente aquecido. Podia ter sido o final da corrida para o britânico mas a relva foi amiga. Passou as seguintes 17 voltas com uma vibração tremenda no carro com o pneu direito quase quadrado, mas a equipa não arriscou a paragem e preferiu correr o risco até ao fim (demasiada vibração no carro pode literalmente partir as suspensões tal como aconteceu, com Kimi Raikkonen na Mclaren há uma década atrás). Mas tirando esse pormenor foi uma vitória indiscutível por parte do piloto mais rápido durante todo o fim de semana. Rosberg limitou-se a ser novamente o “Sr Seguro”. Ainda tremeu quando o espalha-brasas Verstappen lhe mandou um encontrão nas primeiras curvas e repetiu o ataque já a meio da corrida, mas mesmo assim sobreviveu e conseguiu o tão desejado 2º lugar. Foi completamente posto de lado por Hamilton e admitiu isso nas suas declarações finais. Falta pouco para o título mas a continuar assim ainda vai tremer.

Lewis Hamilton: Nota 8

Nico Rosberg: Nota 7

Mercedes: Nota 9

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Red Bull: Mad Max ataca de novo e volta a fazer “amigos”

Fez bem Max não sair da frente de Vettel quando errou no final da corrida? É difícil responder: o lado “gentleman driver” poderá falar mais alto e a cedência ao alemão seria um gesto nobre. Mas quem anda na F1 sabe que gestos nobres não vencem corridas e Verstappen só tem uma forma de estar na pista… Faca nos dentes! Fez a cabeça em água a Rosberg  e tentou tudo para conseguir o 2º lugar. Falhou por pouco. Na luta pelo 3º já falamos muito disso e não há necessidade de repetir. Louva-se a atitude aguerrida  de um miúdo de 18 anos que não tem medo de apontar o dedo ao tetra-campeão e de literalmente o mandar de novo para  a escola. Está visto que não terá muitos amigos na F1 mas a forma como está em pista faz lembrar grandes nomes do passado. No entanto é preciso ter o sangue frio para dizer que errou novamente. Se em Austin o erro foi crasso e pouco desculpável, desta vez foi uma consequência normal de quem está a dar tudo por tudo… mas o facto é que Verstappen errou pela segunda semana seguida. Já Ricciardo teve uma largada má, reformulou a estratégia e correu atrás do prejuízo. Não esperava o pódio mas fez uma ponta final muito boa com o ataque a Vettel e embora não tenha sido brilhante fez o que estava ao seu alcance, embora tenha sido sempre mais lento que o seu colega de equipa. Valeu mais uma vez a sua postura forte em corrida.

Daniel Ricciardo: Nota 8

Max Verstappen: Nota 7

Red Bull: Nota 9

 

Ferrari: Um Vettel Fod***

No nosso top de pilotos que melhor usam o vernáculo, Vettel vem sem dúvida em número 1. O rapaz não tem travão na língua e mandar dar uma curva, com um F grande, o director de prova merece sempre um aplauso. Agora mais a sério, Vettel fez tudo o que devia ter feito. Para nós foi até um dos homens da prova. Aguentou os pneus macios o máximo que pôde e com isso ganhou uma estratégia ideal para atacar no fim. É verdade, pela primeira vez este ano podemos dizer que a Ferrari não errou na estratégia… ou como diria Vettel não Fod**** nada. Já Kimi passou completamente ao lado desta corrida. Sem a afinação ideal para este circuito, o finlandês fez o que pôde e ainda ganhou lugar a Hulkenberg, o que não serve de consolação para aquele que tem sido o piloto mais consistente da Scuderia. Um dia de merd* como diria Vettel. Assim com este 3º lugar de Vettel que virou 5º, o ambiente continua pesado na Scuderia e o balão de oxigénio depressa se esvaziou. Até nestes pequenos pormenores se vê a menor força que a Scuderia tem.  Noutros tempos, duvidamos que Vettel tivesse sido penalizado. A vida continua difícil para os homens de vermelho… Fod**** como diria Vettel. Até Helmut Marko veio dizer que o comportamento de Vettel não é digno de um tetra-campeão e defendeu o seu menino Verstappen. E eu até aposto o que Vettel terá dito quando viu as declarações.

Sebastian Vettel: Nota 8

Kimi Raikkonen: Nota 7

Ferrari: Nota 7

Force India: Este Hulkneberg vai deixar saudades

Nico Hulkenberg é um dos melhores do grid. Não temos a mínima dúvida sobre isso, mas por vezes o talento do alemão tende a ser menosprezado. E um pouco por culpa própria, pois Nico deixa-se levar muitas vezes nas ondas menos positivas e demora a responder. No ano passado estava apático e depois de vencer Le Mans, veio em muito melhor forma. Este ano estava a ser constantemente batido pelo colega de equipa mas desde que assinou pela Renault parece outro. Tem apenas um defeito: Quando tem de segurar a posição acaba muitas vezes por perder o lugar e de forma pouco recomendável. Precisava ser mais agressivo nesse aspecto. Mas está muito bem e fez uma corrida excelente para acompanhar a brilhante qualificação que fez. Já Pérez meteu os papeis para desenhador da Williams. Passou tanto tempo atrás de Massa, que sabe desenhar de cor a traseira do FW38 e com pormenores. Queixou-se e com razão da má estratégia da equipa e pagou caro, pois não conseguiu nunca passar por Massa. Um fim de semana longe do que queria ter feito.

 

Nico Hulkenberg: Nota 9

Sergio Pérez:  Nota 7

Force India: Nota 8

 

Williams: Ser rápido em recta não é tudo

A Williams ficou perto de bater o recorde de Montoya, que ainda é o piloto que registou a maior velocidade de ponta num F1. Os 372 km/h de Bottas ficaram muito perto mas não foi ainda o suficiente. Mas como se sabe, na F1 não é a velocidade em recta que vence corridas, como provou a Red Bull no seu reinado, nem sequer rende pontos para o campeonato. E nesse aspecto a Williams perdeu 1 ponto para a Force India. O esforço de Hulk compensou e se não fosse Massa a segurar Perez durante toda a corrida, a história poderia ser outra. Valeu a muita experiência do brasileiro que mesmo sem a velocidade de outros tempos, ainda tem um ou dois truques na manga. Bottas teve uma corrida algo solitária mas boa o suficiente para trazer bons pontos para casa.  Espera-se que esta quinta haja novidade sobre o futuro do finlandês. Renault ou Williams… uma destas opções deverá ser a escolhida em breve.

Valtteri Bottas: Nota 8

Felipe Massa: Nota 7

Williams: Nota 7

 

Sauber: Ericsson já merecia o ponto

O sueco não é nem de perto nem de longe o nosso piloto preferido mas tem feito muito pela Sauber. Ontem fez uma excelente corrida e acabou em 11º, perto dos pontos. Ericsson tem sido o melhor piloto da equipa e Nasr tem desiludido muito este ano. Esperávamos muito mais do piloto que já mostrou qualidade para outros voos. Parece claro que Ericsson fica na Sauber para 2017 e Nasr é carta fora do baralho pelo menos no que diz respeito à sua atitude em pista.

Marcus Ericsson: Nota 8

Felipe Nasr: Nota 5

Sauber: nota 6

 

 McLaren Honda: Do 80 ao 8… outra vez

A excelente prestação nos EUA nada teve a ver com o desempenho dos pilotos nesta prova. A pista não ajudava e a equipa sabia que ia passar por maus momentos no México.  Mas é estranho ver comportamentos tão dispares de um carro que numa pista é top5 e noutra nem nos pontos entra. Os pilotos esses nada há a apontar e fizeram o que puderam.

Fernando Alonso: Nota 7

Jenson Button: Nota 7

McLaren: Nota 4

 

Toro Rosso: Sainz não fez milagres desta vez

Parecia que Sainz queria repetir a dose de condução milagrosa de Austin mas a sorte não quis nada com ele. Um toque com Alonso no início da prova, seguido de problemas na caixa e nos travões, fizeram desta corrida um penoso calvário para o espanhol. Kvyat disse que se divertiu e que gostou da corrida… Ao menos isso. É que 18º não é grande motivo para sorrir.

Carlos Sainz: Nota 6

Daniil Kvyat: Nota 5

Toro Rosso: Nota 5

Renault: Têm a certeza que não vão ficar com  Palmer?

O britânico sabe que pode não estar na F1 em 2017. Também sabe que a Force India é uma hipótese e por isso tem feito os possíveis para dar nas vistas… e tem conseguido. Tem sido melhor que Magnussen e desta vez operou uma boa recuperação até ao 14º, tendo largado de último. Magnussen ficou novamente atrás do companheiro de equipa mas está mais descansado pois a Haas ofereceu-lhe um convite para 2017, caso a Renault o queira dispensar. Mas está longe de ser o Magnussen que achamos que pode ser.

Jolyon Palmer: Nota 7

Kevin Magnussen: Nota 5

Renault: Nota 5

 

Haas: Mau… muito mau.

Ficar atrás da Renault já aconteceu, mas atrás da Sauber é provavelmente uma estreia. O carro não esteve minimamente competitivo e o resultado é sintomático. Nem Grosjean nem Gutierrez conseguiram sair dos últimos lugares carimbando assim uma prestação paupérrima. Ah e o convite que foi feito a Magnussen é claramente para o lugar de Gutierrez que poderá estar a fazer  as últimas corridas na F1… a não ser que o patrocinador faça aquele truque de magia que consiste em mostrar dinheiro  para que portas se abram e oportunidades apareçam. Sem isso, Gutierrez está fora e não deixará muitas saudades.

Esteban Gutierrez: Nota 4

Romain Grosjean: Nota 5

Haas: Nota 4

Manor: O costume

Wehrlein brilhou na qualificação mas foi atirado para fora de pista por Gutierrez e Ocon fez uma corrida fraca. O resultado está à vista e nada mais a dizer… a não ser que se esperava mais da equipa por esta altura. Não foi isso o prometido no inicio do ano.

Esteban Ocon: Nota 4

Pascal Wehrlein: sem nota

Manor: Nota 4

 

 

Classificação Geral:

Fábio Mendes

 

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